Campo Grande News em 27 de Julho de 2026
Maya Severino

Polícia Militar isolando área na Travessa Ômega, onde vítima morreu
Segundo a delegada plantonista da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Larissa Serpa, o filho encontrou os pais e acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que apenas constatou os óbitos.
Conforme a delegada, não havia registros de violência doméstica envolvendo o casal, nem medidas protetivas de urgência em favor da vítima antes do assassinato. Os corpos foram encontrados próximos um do outro. De acordo com a delegada, o cenário encontrado pela perícia indica que Therezinha tentou escapar das agressões.
"Houve um embate, provavelmente uma tentativa da vítima de se desvencilhar. Ela apresenta algumas marcas que, tipicamente, identificamos como marcas de defesa", explicou.
Familiares relataram aos investigadores que Therezinha pretendia se separar do marido. Segundo Larissa Serpa, o desejo de encerrar o relacionamento era conhecido pela família, mas encontrava resistência por parte de Joel. Os dois estavam juntos havia mais de 30 anos.
"Essa vítima já havia manifestado para a família que desejava se separar e havia uma espécie de resistência por parte do autor em encerrar esse relacionamento, embora houvesse esse desejo dela", disse.
Ainda conforme a delegada, antes do crime Joel encaminhou mensagens de áudio para um dos filhos. Nas gravações, ele não chegou a afirmar que havia matado a esposa, mas fez referências a uma tragédia.
"Ele não fala isso de maneira expressa. Havia essa divergência entre o casal sobre a separação. Ele anuncia alguma forma de tragédia, mas não diz exatamente o que aconteceria", detalhou.
Feminicídios
Reprodução/Redes Sociais

Joel Escocio Carvalho e Therezinha Nantes de Arruda; Segundo delegada, o casal estava junto havia mais de 30 anos
Na Capital, é o segundo caso registrado no ano. O primeiro caso foi em abril, quando a subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi morta pelo namorado na própria casa. Gilberto Jarson ainda nega a autoria do crime.
Procure ajuda
O GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelo telefone e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.
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