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Moradores cobram sinalização para reduzir velocidade e acidentes na rua Paraná

Rosana Nunes em 24 de Julho de 2026

Foto enviada ao Diário Corumbaense

Colisão na tarde desta sexta-feira, no cruzamento da Paraná com a Tiradentes

A manutenção da rua Paraná como via de mão única continua gerando preocupação entre moradores do bairro Cristo Redentor, em Corumbá. A alteração no trânsito foi implantada em março de 2024 e, desde então, eles afirmam conviver com o excesso de velocidade dos veículos e a frequência de acidentes. Na tarde desta sexta-feira (24), mais uma colisão foi registrada no cruzamento com a rua Tiradentes, reforçando as reivindicações da comunidade por medidas que aumentem a segurança viária no local.

Uma moradora, que preferiu não se identificar, relatou ao Diário Corumbaense que este foi o terceiro acidente presenciado por ela. "Precisamos de quebra-molas, semáforo aqui com urgência, ou que volte a mão dupla", frisou. Ela também lembrou que em 15 de junho de 2024, um jovem de 21 anos morreu em um acidente ocorrido no cruzamento da Paraná com a rua Antônio João, outro trecho apontado pelos moradores como perigoso.

A comerciante Carla Medeiros Rodrigues, também moradora da rua Paraná, afirmou que a insegurança aumentou devido ao excesso de velocidade dos veículos. "Estamos muito inseguros aqui por conta da velocidade absurda dos carros. Já tivemos uma morte nessa via e queremos uma solução, porque o trecho tem sido palco de vários acidentes", declarou.

Foto enviada ao Diário Corumbaense/Arquivo

Acidente ocorrido em agosto de 2024 na rua Paraná esquina com a Antônio João; rapaz de 21 anos morreu

Estudo técnico

Em resposta ao questionamento da reportagem, a Agência Municipal de Trânsito e Transporte (Agetrat) informou que a rua Paraná está passando por estudo técnico para avaliar tanto a manutenção do sentido único quanto uma eventual volta à circulação em mão dupla. Também estão sendo analisadas alternativas para aumentar a segurança viária, incluindo a implantação de lombadas (quebra-molas) e a instalação de semáforo, especialmente no cruzamento com a rua Tiradentes.

De acordo com a Agetrat, diferentemente da rua Minas Gerais - que voltou a operar em mão dupla em abril deste ano após reclamações de moradores sobre dificuldades de acesso aos imóveis, prejuízos à circulação e questões de segurança -, a Paraná possui sentido único em toda a sua extensão. A avaliação preliminar indica que essa configuração permanece tecnicamente viável, mas estudos complementares continuam sendo realizados, levando em consideração o fluxo de veículos, as características dos cruzamentos, a velocidade praticada na via, o histórico de acidentes e os impactos de uma possível alteração no trânsito da região.

A Agência ressaltou que mudanças no sentido de circulação ou a implantação de dispositivos como lombadas e semáforos dependem de estudos técnicos que comprovem a eficácia das intervenções, evitando a criação de novos conflitos no sistema viário.

Sobre a sinalização, a Agetrat lembrou que tem enfrentado furtos e atos de vandalismo contra placas de trânsito e semáforos em diferentes regiões da cidade, o que tem comprometido a manutenção. Segundo o órgão, equipes trabalham na reposição dos equipamentos e reforçam o pedido para que a população ajude a preservar o patrimônio público.

Enquanto os estudos não são concluídos, a recomendação é para que os motoristas redobrem a atenção, especialmente nos cruzamentos. A Agetrat informou ainda que continuará monitorando a situação da rua Paraná e adotará as medidas consideradas mais adequadas após a conclusão dos estudos técnicos. O órgão também orienta que moradores encaminhem solicitações e relatem ocorrências pelos telefones (67) 98191-0047 (Plantão de Fiscalização de Trânsito) e (67) 98191-0023 (outros serviços da Agetrat).

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