Campo Grande News em 22 de Julho de 2026
Reprodução/Laudo da PF

Amostra da madeira apreendida pela Polícia Federal
Os testes preliminares realizados em Corumbá e os documentos emitidos pelas autoridades bolivianas já indicavam resultado negativo para substâncias entorpecentes. Agora, a conclusão foi confirmada pela perícia criminal da Polícia Federal.
O laudo descreve que foram analisadas amostras retiradas da carga apreendida e também novos materiais coletados diretamente no Porto Seco de Corumbá, onde os caminhões permaneciam retidos.
foto2]Durante a perícia, foram empregados diferentes métodos de análise, entre eles espectroscopia Raman, teste de Scott, cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas e espectroscopia na região do infravermelho, considerados técnicas de alta precisão para identificação de entorpecentes.
Segundo o documento, todos os exames apresentaram resultado negativo para a presença de cocaína ou de qualquer outra substância considerada entorpecente.
Além das três amostras iniciais encaminhadas para análise, os peritos coletaram outras nove amostras da carga, cinco de serragem e quatro de fragmentos de madeira, durante inspeção realizada em Corumbá, com apoio de cães farejadores, militares do Exército, da Marinha e do Corpo de Bombeiros Militar. Também nesses materiais, os exames não detectaram vestígios de droga.
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Nas respostas aos quesitos da investigação, a Polícia Federal concluiu que "os exames realizados nas amostras recebidas e coletadas resultaram negativos para a presença da substância cocaína ou de outras substâncias consideradas entorpecentes". Em outro trecho, o perito afirma que os resultados indicaram que "não se tratava de material suporte contendo substância entorpecente".
A retenção
A investigação teve início após a Receita Federal anunciar, em 21 de junho, a apreensão de aproximadamente 260 toneladas de madeira em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, sob suspeita de estarem impregnadas com cocaína líquida. A operação integrou a Timber Shield, desenvolvida em conjunto com autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Bolívia para apurar uma possível nova modalidade de tráfico internacional.
Testes preliminares com reagentes, feitos pela Receita Federal, teriam detectado a cocaína diluída na madeira. Dias depois, a reportagem revelou que os primeiros testes químicos realizados pela própria Polícia Federal em Corumbá haviam apresentado resultado negativo para cocaína. Em seguida, documentos da Polícia Boliviana mostraram que inspeções realizadas antes da entrada da carga no Brasil também não identificaram qualquer substância ilícita.
Ainda assim, os caminhões permaneceram retidos por semanas no Porto Seco de Corumbá, gerando prejuízos financeiros às transportadoras responsáveis pela carga, que relataram despesas com armazenagem e impactos comerciais enquanto aguardavam a conclusão da perícia.
Reprodução/Laudo da PF

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