Leonardo Cabral em 09 de Julho de 2026
Idoso de 66 anos procurou a Delegacia de Polícia Civil de Corumbá após ser vítima de um golpe que resultou em prejuízo superior a R$ 10 mil. O caso ocorreu na manhã desta quinta-feira (9).
Segundo o boletim de ocorrência, ao qual o Diário Corumbaense teve acesso, a vítima recebeu uma mensagem via WhatsApp de um número com prefixo (67), que utilizava uma foto de perfil idêntica à de sua advogada, informando que ele teve ação julgada procedente e teria direito a receber aproximadamente R$ 32 mil.
Como o idoso tem um processo em andamento, acreditou na informação e passou a seguir as orientações recebidas. A suposta advogada informou que um "promotor de Justiça" entraria em contato para explicar os procedimentos necessários para a liberação do pagamento.
Logo depois, a vítima recebeu uma ligação de um número com prefixo (11). O homem que fez contato se identificou como promotor de Justiça e solicitou uma chamada de vídeo. Durante a conversa, afirmou que não estava conseguindo realizar o depósito na conta bancária do idoso e orientou que ele transferisse todo o saldo para outra conta de sua própria titularidade, alegando que isso permitiria a liberação do valor da ação.
Após realizar a transferência, os golpistas disseram que o procedimento havia falhado novamente e pediram que o idoso indicasse uma testemunha e outra conta bancária para dar continuidade ao suposto processo de liberação do dinheiro. A vítima informou os dados da filha e de um colega de trabalho.
Durante o golpe, os estelionatários convenceram a vítima a inserir sua senha bancária e, sem perceber o que realmente acontecia, autorizou transferências via Pix para contas indicadas pelos criminosos.
Foram realizadas duas transferências: uma de R$ 2.150 para a conta de uma suposta empresa e outra de R$ 8.700 para a conta de uma pessoa física. Além disso, a filha da vítima também teve R$ 500 movimentados de sua conta, embora o idoso não tenha conseguido informar o destino do valor.
A vítima percebeu que havia sido enganada ao constatar que nenhum valor referente ao suposto processo foi depositado em sua conta e que os números utilizados pelos criminosos deixaram de responder às mensagens.
Após descobrir a fraude, ele entrou em contato com a instituição financeira para solicitar o bloqueio e o estorno das transações. O banco informou que o pedido será analisado em um prazo de até 11 dias.
Posteriormente, o idoso conversou com sua advogada, que confirmou não haver qualquer decisão judicial ou valores liberados no processo em andamento.
O caso foi registrado na DAIJI (Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e Idoso) como estelionato contra idoso.
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