Rosana Nunes em 03 de Julho de 2026
Divulgação/Polícia Civil MS

Carcaças de ao menos seis jacarés foram encontradas pelos policiais
As investigações começaram após denúncias feitas por produtores rurais e moradores da região. Conforme a Polícia Civil, o grupo atuava há vários anos utilizando armas de fogo e embarcações para intimidar comunidades ribeirinhas e pescadores, além de praticar furtos de gado e abates clandestinos.
De acordo com a Polícia, entre os casos investigados está um ataque a uma propriedade rural na Baía de Albuquerque, onde os acusados fizeram disparos contra o rebanho. Dois bovinos foram abatidos no local e outros dois morreram posteriormente em decorrência dos ferimentos.
Armas, redes e carne de jacaré
Durante o cumprimento de um dos mandados, em um imóvel no Porto da Manga, apontado como base de apoio do grupo, os policiais apreenderam uma espingarda calibre .22 com coronha artesanal e sem numeração aparente, além de uma extensa rede de pesca de fibra sintética ainda molhada.Na sequência das buscas, também foi localizada uma tarrafa de nylon e evidências de crimes contra a fauna silvestre. Os agentes encontraram carcaças de aproximadamente seis jacarés de grande porte, já carneados, algumas delas submersas, além de filetes de carne de jacaré armazenados no interior da residência.
Diante do flagrante por posse irregular de arma de fogo e crimes ambientais, dois homens identificados pelas iniciais J. A. M. S. e J. P. M. S. foram presos.
Mandado de prisão preventiva
Em outra frente da operação, equipes da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá cumpriram mandado de prisão preventiva contra um terceiro investigado, identificado pelas iniciais E. S. G.
Na residência dele, os policiais apreenderam outra espingarda calibre .22 escondida atrás de um móvel, dez munições calibre .22 LR, três munições calibre .38 SPL e um aparelho celular.
Os três homens foram encaminhados ao Distrito Policial de Corumbá. Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da associação criminosa e dimensionar os prejuízos causados pelos crimes patrimoniais e ambientais praticados na região do Pantanal.
Com informações da Polícia Civil de MS.
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