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Comandante da PM de Corumbá e amigos destacam trajetória do soldado Marcelo Pimenta

Leonardo Cabral em 01 de Julho de 2026

Reprodução/Arquivo pessoal

Marcelo Pimenta tinha sonho de se tornar PM e depois PRF

A morte do soldado da Polícia Militar de Corumbá, Marcelo Pimenta, causou grande comoção e revolta entre familiares, amigos e integrantes da corporação. Aos 32 anos, o policial teve a trajetória interrompida durante uma ocorrência na noite de terça-feira (30), quando foi atingido por disparos de de arma de fogo durante uma perseguição no bairro Centro América.

Mesmo com pouco tempo de atuação na Polícia Militar, quase um ano, Marcelo já era reconhecido pelo carisma, dedicação e comprometimento com a instituição. A escolha pela carreira policial começou ainda antes do ingresso na corporação, influenciada principalmente pelo irmão, policial federal, que era uma das suas grandes referências.

O comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá, tenente-coronel Samuel Castilho Ferreira Aragão, destacou que Marcelo era considerado um policial de destaque dentro da unidade.

“Um policial com muita dedicação. Realmente uma perda para a instituição e para a comunidade corumbaense. Ele estava agindo no dever de ofício, que era interceptar pessoas que teriam atentado contra uma residência em Ladário”, afirmou ao Diário Corumbaense.

O comandante ressaltou que Marcelo integrava o Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (GETAM), formado por policiais motivados a atuar em ações de policiamento ostensivo e de maior complexidade.

Nas redes sociais, diversas mensagens de homenagem foram publicadas por amigos e familiares. Carlos Júnior, amigo de longa data do policial, relatou a tristeza pela perda e relembrou momentos da trajetória de Marcelo, desde a preparação para o concurso da Polícia Militar.

“Estamos arrasados e ainda sem acreditar no que aconteceu. Marcelo sempre foi um cara muito estudioso, humilde e bem humorado. Tinha um coração muito bom e sempre ajudava os companheiros quando podia”, contou.

Segundo Carlos, durante a fase de preparação para o concurso, Marcelo ajudava outros candidatos e chegou a disponibilizar um espaço da família, conhecido como Pagode do 40, para que os futuros policiais pudessem organizar documentos e se preparar para as etapas do processo seletivo.

Reprodução/Arquivo pessoal

O policial militar em registro familiar

“Ele era apaixonado pelo que fazia e sempre quis se tornar policial. Tinha suas metas muito bem definidas. Ele foi fazer o curso de formação fora da cidade, mesmo quando ainda não tinha recebido o subsídio dos policiais, juntou os amigos, fez rifa para levantar dinheiro para poder comprar o enxoval dele", relembrou ao citar a compra do kit de instrução e uso pessoal.

Sonho interrompido

Antes de ingressar na Polícia Militar, Marcelo também tinha o objetivo de seguir carreira como policial rodoviário federal. De acordo com Carlos Júnior, esse sonho foi influenciado pelo irmão, que atua como policial federal.

“Ele falava do irmão com muito orgulho. O irmão foi uma referência para ele. Marcelo era muito focado, estudioso e sempre buscava evoluir profissionalmente”, afirmou o amigo.

Carlos ainda lembrou que o policial tinha como propósito servir à população e contribuir para a segurança da sociedade. “Ele sempre dizia que queria dar o melhor dele, salvar vidas e fazer a diferença. Era uma pessoa que estudava constantemente para crescer na carreira”, destacou.

Trajetória até a Polícia Militar

Marcelo Pimenta ingressou na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul em agosto de 2025. Antes de se tornar policial, trabalhou como cinegrafista, cobrindo férias na TV Morena, em Corumbá, e também atuou por quatro anos como servidor público na Sala do Empreendedor. Foi ainda assessor parlamentar do prefeito de Corumbá, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, no período em que foi vereador, de 2017 a 2020.

Lotado no 6º Batalhão da Polícia Militar, Marcelo Pimenta tinha uma namorada e deixa uma filha de 7 anos, de outro relacionamento.

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