Campo Grande News em 23 de Junho de 2026
Divulgação

Ex-governador estava internado há cerca de 20 dias
Engenheiro nascido e formado em Uberaba (MG), Marcelo Miranda esteve à frente da construção da barragem de Jupiá, entre Três Lagoas e Castilho (SP), e em seguida, assumiu um cargo no Departamento de Estradas e Rodagens, onde participou da construção de um imenso plano, resultando em 4.500 quilômetros de estradas vicinais.
Na década de 1970, Marcelo Miranda entrou na política após receber convite de Pedro Pedrossian e Levy Dias para disputar a Prefeitura de Campo Grande. Foi eleito prefeito de Campo Grande em 1976.
Em 1979, renunciou ao Executivo municipal ao ser nomeado governador do novo Estado, sucedendo Harry Amorim Costa. Durante a primeira gestão, elevou 9 distritos à categoria de município: Bodoquena, Costa Rica, Douradina, Itaquiraí, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Tacuru e Taquarussu.
Em 1982 foi eleito senador em 1982.
Em 1987, foi eleito governador e enfrentou um período conturbado em decorrência de um movimento político contrário às ações que desempenhou. A gestão enfrentou cinco greves de professores reajustes salariais e atrasos nos pagamentos de salários.
Seu último cargo público foi o de superintendente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), em Mato Grosso do Sul, de 2003 a 2012.
Nas redes sociais, o governador Eduardo Riedel afirmou ter recebido “com profundo pesar” a notícia da morte do ex-governador. “Sua trajetória pública, marcada pela atuação como prefeito de Campo Grande, governador do Estado e senador da República, deixa um legado importante na história e no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, escreveu.
Riedel decretou luto oficial em todo Estado por três dias em virtude do falecimento de Marcelo Miranda Soares.
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