Rosana Nunes em 02 de Junho de 2026
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Mens Occulta para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo a apuração, o grupo atuava a partir de Uberlândia (MG) e utilizava rotas que incluíam Corumbá, em Mato Grosso do Sul, para o transporte de cocaína.
De acordo com a PF, ao longo das investigações, em 11 flagrantes lavrados contra a organização criminosa, foram apreendidas cerca de 2,9 toneladas de cocaína, interceptadas na rota que saía da região fronteiriça de Corumbá rumo ao interior mineiro, na chamada "rota do minério".
Divulgação/Polícia Federal

Armas e munições apreendidas pela Polícia Federal
Em Minas Gerais, os alvos estão nos municípios de Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte. Também há diligências em Cariacica (ES), além de Campo Grande e Corumbá. Somente em Uberlândia são 29 mandados de busca.
A Polícia Federal informou que análises financeiras apontam que os investigados movimentaram cerca de R$ 70 milhões em operações consideradas incompatíveis com suas atividades econômicas declaradas nos últimos cinco anos.
Os recursos, segundo a investigação, teriam sido utilizados para a aquisição de bens de alto valor, entre eles imóveis, embarcações, veículos de luxo, cavalos de raça e propriedades rurais, por meio de empresas de fachada.
Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Imobiliária
Reprodução

Em Corumbá, equipe da PF esteve em imobiliária, no centro da cidade
Segundo o advogado da empresa, Otávio Baruki, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão. "Ainda estamos nos inteirando sobre as investigações, mas em análise preliminar, já sabemos que a empresa vendeu um imóvel para uma pessoa, de Minas Gerais, que é investigada pela Polícia Federal. A empresa atua no ramo imobiliário há mais de dez anos, não tem nenhum envolvimento com os crimes investigados e tudo isso será devidamente esclarecido e comprovado", afirmou ao Diário Corumbaense.
Mais sobre a operação
O nome da operação, Mens Occulta (mente oculta em latim) foi escolhido pela Polícia Federal porque o líder da organização criminosa investigada evitava se expor diretamente, mantendo a si mesmo e a sua família afastados das atividades ilícitas para não levantar suspeitas.
(matéria editada para atualização de informação)
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