Da Redação com assessoria de imprensa em 27 de Maio de 2026
Divulgação/Moinho Cultural

Projeto propõe conversas conduzidas pelos próprios participantes do Moinho Cultural
As ações aconteceram nas escolas CAIC, Ângela Maria Perez, Delcídio do Amaral, Cassio Leite de Barros, Pedro Paulo de Medeiros, Djalma Mendes Sampaio e Izabel Corrêa, envolvendo crianças e adolescentes em momentos de escuta, troca de experiências e construção coletiva de conhecimento sobre proteção, direitos e prevenção à violência.
Diferente do formato tradicional de palestras, o projeto propõe conversas conduzidas pelos próprios participantes do Moinho Cultural, que estudam o tema e compartilham os conhecimentos adquiridos com outros estudantes das escolas, além de distribuírem cartilhas educativas. “Neste mês, estamos abordando a temática do Maio Laranja, falando sobre abuso, exploração sexual, sinais de atenção, o motivo do surgimento da campanha, meios de denunciar e a importância de falar sobre o assunto”, explica Jessyka Karolaine da Fonseca Alvares, assistente social e coordenadora do Núcleo Social do Moinho Cultural.
Durante os encontros, foram abordados temas como os sinais apresentados por crianças e adolescentes em situação de violência, os canais de denúncia, a importância da escuta ativa e o fortalecimento das redes de proteção. O objetivo é ampliar o acesso à informação e incentivar que crianças e adolescentes reconheçam seus direitos e saibam onde buscar ajuda.
Além de Corumbá, as ações também dialogam com instituições e parceiros da rede de proteção em Ladário. Na semana passada, o projeto participou de atividades em parceria com a Guarda Municipal de Ladário e o Conselho Tutelar durante mobilizações do Maio Laranja no município.
Para a diretora artística do Moinho Cultural, Márcia Rolon, a campanha reforça a necessidade de enxergar a infância como prioridade coletiva, especialmente em territórios marcados por vulnerabilidades sociais. “Nesse 18 de maio, a mensagem que a gente deixou como rede da criança e adolescente da fronteira é que toda criança precisa ser ouvida, precisa ser vista, precisa ser protagonista e feliz. Precisamos construir ambientes onde ela tenha acesso à arte, à cultura, à educação, ao alimento e ao direito de viver plenamente a sua infância”, destaca.
Márcia também reforça a importância da atuação integrada entre escola, família e serviços públicos no acolhimento das crianças e adolescentes. “É fundamental que essa criança encontre espaços de escuta na escola, em casa, nos serviços de saúde, no CRAS e em toda a rede de proteção. Quando fortalecemos esses vínculos, ajudamos a garantir que ela possa crescer com segurança, dignidade e esperança”, afirma.
A assistente social e consultora do Moinho Cultural, Sandra Angélia Maciel Alves, também ressalta a importância da atuação conjunta entre escola, famílias e rede de proteção, especialmente no contexto fronteiriço.
“Mais do que uma campanha, o 18 de Maio foi um chamado coletivo para que toda a sociedade compreenda que proteger crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada, construída diariamente por meio da educação, cultura, arte, escuta, afeto e garantia de direitos. Em um território de fronteira, proteger crianças e adolescentes é também ultrapassar barreiras culturais, sociais e invisíveis que muitas vezes silenciam dores e vulnerabilidades”, afirma.
Segundo Sandra, cada ação desenvolvida representa um gesto concreto de acolhimento e proteção às infâncias da fronteira. “Cada roda de conversa, cada atividade e cada diálogo realizado representa mais que conscientização. Representa presença, proteção e esperança para crianças brasileiras, bolivianas e fronteiriças saberem que não estão sozinhas”, completa.
Há mais de 21 anos, o Instituto Moinho Cultural Sul-Americano atua na fronteira entre Brasil e Bolívia promovendo transformação social por meio da arte, da educação e da cultura, atendendo crianças e adolescentes de Corumbá, Ladário, Puerto Suárez e Puerto Quijarro.
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