Rosana Nunes em 04 de Maio de 2026
Ayrton Benites/PMC

Reunião para definir a correção jurídica do projeto aconteceu no gabinete do prefeito
Participaram do encontro o prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira, o procurador-geral do município, Roberto Lins, o vereador Matheus Cazarin, autor do projeto, além de representantes de organizações civis.
De acordo com a Procuradoria-Geral do Município, o texto aprovado pela Câmara apresenta um vício na redação relacionado ao termo “comercialização”. O entendimento técnico é de que o município não tem competência para legislar sobre esse aspecto, atribuição que caberia à União, o que poderia abrir margem para questionamentos judiciais e até a suspensão da lei.
Segundo o vereador Matheus Cazarin, a retirada do termo foi acordada para evitar insegurança jurídica. Ele afirmou que o projeto será vetado e reapresentado, já com a adequação necessária. “Não queremos deixar nenhuma lacuna para que essa lei seja questionada. Vou trabalhar para manter o veto do prefeito e, na próxima sessão, reapresentar o projeto ajustado”, declarou.
O prefeito também ressaltou que há consenso quanto à importância da medida, mas reforçou a necessidade de respeitar os limites legais. “Todos são favoráveis à restrição dos fogos com estampido. Porém, da forma como está, o texto pode ser judicializado e perder validade. Queremos que a lei funcione de fato”, afirmou.
A Prefeitura informou que o veto será aplicado exclusivamente para corrigir o ponto identificado, sem prejuízo ao mérito da proposta. A administração destacou ainda o compromisso do Legislativo em reapresentar o projeto com as adequações necessárias para assegurar sua conformidade jurídica.
Participaram da reunião representantes de diversas entidades, entre elas Zenilda Torres da Conceição e Léia Vilalva de Moraes, da Associação Mais Pantanal GAPA; Michele Salles e Eliane Guadamo, da Associação pela Inclusão e Direito dos Autistas; Maria Alciana Fernandes Duran, do grupo Mãos que Abraçam; Simone Panovitch Ibrahim, da entidade Amor por Patas; e Eliane Ferreira Gonçalves, da Comissão de Direito Animal da OAB, subseção Corumbá.
As entidades defendem a proibição de fogos com estampido devido aos impactos causados em animais, pessoas com transtorno do espectro autista e outros grupos sensíveis ao ruído.
Com informações da Assessoria de Comunicação da PMC.
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UDSON CORSSEL DE SANTANA ARGUELO: Isso pode ser evitado com tampões para ouvido, não seria melhor a prefeitura e entidades castrarem todos os animais soltos nas ruas que cada dia aumentam mais, mudar uma tradição milenar que acontece uma vez no ano, onde gera vendas que ajudam muitas famílias tem que ser repensada,o povo está acostumado com barulhos de fogo, bombinhas nas festas de final de ano, compreendido é para pessoas com autismo, animais mas pode ser resolvido, assim todos tenham uma passagem de ano feliz,com fogos saindo do pé do Cristo Redentor.
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