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Em março, setor de serviços liderou geração de empregos em Mato Grosso do Sul

Rosana Nunes em 01 de Maio de 2026

Divulgação

Estado registrou mais de 3,5 mil empregos formais em março

Mato Grosso do Sul encerrou o mês de março de 2026 com saldo positivo de 3.554 empregos com carteira assinada, conforme dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reflete o desempenho de quatro dos cinco principais setores da economia estadual, que apresentaram crescimento no período.

O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de vagas, com 1.680 novos postos formais. Na sequência aparecem a Indústria, que criou 1.208 empregos, a Construção, com 886 vagas, e o Comércio, que registrou saldo positivo de 227 contratações. Na contramão, a Agropecuária teve retração, com fechamento de 447 postos.

Entre os municípios, Campo Grande liderou a criação de empregos no estado, com 1.428 novas vagas. Também se destacaram Inocência (899), Três Lagoas (324) e Corumbá (271).

No recorte por gênero, os homens ocuparam a maioria das vagas abertas em março, somando 1.803 postos, enquanto as mulheres preencheram 1.751. Já na análise por faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos foram os mais beneficiados, com 1.298 admissões. Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo concentraram a maior parte das contratações, totalizando 2.157 vagas.

Cenário nacional

O Brasil registrou a criação de 228.208 empregos formais no mês, resultado de 2,52 milhões de admissões frente a 2,29 milhões de desligamentos. Com isso, o país acumula 613.373 novas vagas no primeiro trimestre de 2026 e 1,21 milhão nos últimos 12 meses.

O número de empregos formais chegou a 49,08 milhões de vínculos ativos, crescimento de 2,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho de março também supera o registrado no mesmo mês de 2025, quando foram abertas 79.994 vagas.

Entre os estados, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideraram a geração de empregos no mês. Por outro lado, Alagoas, Mato Grosso e Sergipe apresentaram saldo negativo. Em termos proporcionais, Acre, Roraima e Piauí tiveram os maiores crescimentos relativos.

No recorte por setores em nível nacional, os Serviços também lideraram a geração de empregos, seguidos por Construção, Indústria e Comércio. A Agropecuária foi o único segmento com resultado negativo no país.

O levantamento mostra ainda que as mulheres responderam por 132.477 das vagas criadas no Brasil, enquanto os homens ocuparam 95.731 postos. Jovens de até 24 anos concentraram 72,6% das contratações, e trabalhadores com ensino médio completo foram maioria entre os admitidos.

Por fim, o salário médio de admissão em março foi de R$ 2.350,83, com leve queda em relação a fevereiro, mas alta de 1,8% na comparação com o mesmo mês de 2025. Entre trabalhadores típicos, a média foi de R$ 2.397,89, enquanto os não típicos receberam, em média, R$ 2.019,09.

Com informações da assessoria de imprensa.

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