Campo Grande News em 24 de Abril de 2026
Edjalma Borges/Ministério da Saúde

Profissional da Força Nacional do SUS examina criança indígena em Dourados
Entre os municípios com maior número de casos prováveis, Dourados lidera com 2.517 registros, seguido por Corumbá, com 1.002, e Fátima do Sul, com 575. Também aparecem entre os mais afetados Amambai, com 415 casos, e Jardim, com 348. Se for considerada a incidência, que leva em conta os registros e a população local, Sete Quedas, Fátima do Sul, Paraíso das Águas e Douradina lideram o ranking.
Apenas quatro cidades não têm registros: Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Japorã e Tacuru.
Conforme dados do último boletim epidemiológico divulgado, o Estado soma 7.599 casos prováveis. Das 13 mortes, 8 ocorrem em Dourados, 2 em Bonito, 2 em Jardim e uma em Fátima do Sul. Dourados responde sozinho por 40% das mortes por chikungunya registradas em todo o País, que somam 20, conforme boletim do Ministério da Saúde, atualizado até 18 de abril.
Em MS, a vítima mais velha era uma idosa de 94 anos, moradora de Jardim, que tinha hipertensão, diabetes e cardiopatia. Já a mais nova era um bebê de 1 mês, residente em Dourados, sem comorbidades relatadas.
Diante do avanço da doença, o Ministério da Saúde iniciou o envio de vacinas ao Estado. Mato Grosso do Sul recebeu inicialmente 20 mil doses do imunizante IXCHIQ, com estratégia concentrada em Dourados e Itaporã. Ao todo, o envio previsto é de 46,5 mil doses, produzidas pelo Instituto Butantan, primeira vacina do mundo contra a chikungunya.
A vacinação é direcionada a pessoas de 18 a 59 anos com maior risco de exposição e segue esquema de dose única, com restrições para gestantes, puérperas e imunossuprimidos. A meta é atingir cerca de 27,6% do público-alvo em Dourados e pouco mais de 21% em Itaporã.
Além da vacinação, o Ministério da Saúde destinou R$ 28,4 milhões para ações emergenciais em Dourados e região, incluindo reforço na rede de atendimento e medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti. Entre as iniciativas estão a atuação de agentes de endemias, uso de inseticidas, instalação de armadilhas com larvicida e apoio de equipes da Força Nacional do SUS, que já realizaram milhares de atendimentos e visitas domiciliares.
A estratégia também envolve distribuição de alimentos e atuação conjunta com órgãos federais e militares, numa tentativa de conter o avanço da doença em uma das regiões mais afetadas do Estado.
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