Leonardo Cabral em 04 de Abril de 2026
Foto enviada ao Diário Corumbaense

Laelson faz questão que os três filhos participem da brincadeira
Confeccionado com roupas usadas, pedaços de pano e papel, o boneco que representa Judas Iscariotes ganha forma pelas mãos de moradores que preservam a tradição. A criatividade segue sendo um dos principais elementos na produção do “traidor”, como é popularmente conhecido.
O morador Laelson Vicente Oliveira, de 35 anos, é um dos que mantêm o costume. Em entrevista ao Diário Corumbaense, ele contou que há cerca de três décadas participa da brincadeira e hoje faz questão de envolver os três filhos.
“Faço aqui já tem uns 30 anos. Antes se via muitas pessoas fazendo, hoje são poucas, mas eu ainda faço, principalmente para que meus filhos possam saber como brincávamos. Espero que eles aprendam e sigam com essa tradição que passa de geração para geração”, afirmou.O boneco foi confeccionado com a ajuda dos filhos e vizinhos e, como manda o costume, foi pendurado em local visível ainda na noite anterior. A malhação ocorreu por volta do meio-dia deste Sábado de Aleluia.
A tradição
A prática acontece tradicionalmente no sábado que antecede o domingo de Páscoa, entre a Sexta-Feira Santa e a celebração pascal. A encenação começa na véspera, com o “enforcamento” simbólico do boneco em postes ou árvores.
Conhecida também como Queima de Judas, a tradição é comum em comunidades católicas e ortodoxas e foi introduzida na América Latina por colonizadores espanhóis e portugueses. O ritual consiste em espancar e, em muitos casos, queimar um boneco em tamanho humano, geralmente preenchido com serragem, trapos ou jornais, simbolizando a punição a Judas Iscariotes.
Com informações Wikipédia.
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