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Morte de adolescente boliviana reforça alerta para dengue na região de fronteira

Leonardo Cabral em 31 de Março de 2026

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Moradora de Puerto Quijarro, foi trazida ao PS de Corumbá, mas não resistiu

Uma adolescente de 13 anos, de nacionalidade boliviana, morreu após dar entrada no Pronto-Socorro de Corumbá, na segunda-feira (30). A principal suspeita é de que o óbito tenha sido causado por dengue hemorrágica.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, ela era moradora de Puerto Quijarro, cidade boliviana na fronteira com o Brasil, e foi levada à unidade de saúde em estado grave. Apresentava quadro clínico debilitado, com sangramentos, e não resistiu.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que tanto a ficha de atendimento quanto a declaração de óbito foram encaminhadas às autoridades bolivianas para investigação e confirmação da causa da morte. O corpo da adolescente foi levado para a Bolívia. 

Situação epidemiológica preocupa

O caso reforça o alerta para o avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya e zika, especialmente em regiões de fronteira, onde há grande circulação de pessoas.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em 25 de março, Corumbá lidera a incidência de dengue no Mato Grosso do Sul. O município registra 409 casos prováveis, com taxa de 424,9 casos por 100 mil habitantes — índice considerado de alta incidência, acima do limite de 300 casos por 100 mil.

Atualmente, Corumbá contabiliza 614 casos notificados de dengue, dos quais 40 já foram confirmados. 

A Secretaria Municipal de Saúde reforça aos pais e responsáveis, a importância da vacinação de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anosMesmo com a oferta disponível, apenas  43% do público-alvo recebeu a imunização completa até agora. São duas aplicações com intervalo de três meses — fator considerado essencial para garantir a eficácia da proteção.

Outra doença que exige atenção é a chikungunya. Corumbá também aparece com alta incidência, para a doença, com 399 casos prováveis. Ao todo, o município tem 14 casos positivos.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário é de alta incidência e crescimento da doença. São 3.058 casos prováveis de chikungunya e seis mortes confirmadas no estado.

Medidas preventivas

O combate ao mosquito Aedes aegypti depende principalmente da eliminação de locais com água parada, já que é nesses ambientes que o inseto se reproduz. A principal medida é evitar o acúmulo de água em recipientes como garrafas, latas, pneus, vasos de plantas e qualquer objeto exposto ao tempo. Manter caixas d’água bem tampadas e vedadas também é essencial para impedir o acesso do mosquito.

Outra ação importante é a limpeza frequente de calhas, ralos e lajes, evitando o entupimento e o acúmulo de água. Pratos de plantas devem ser preenchidos com areia, e recipientes de uso doméstico, como baldes e bacias, precisam ser guardados em locais cobertos ou virados para baixo.

O descarte correto do lixo também contribui diretamente para a prevenção, já que materiais descartados de forma irregular podem se tornar criadouros. Em áreas externas, é fundamental manter terrenos limpos e livres de entulho.

Além das medidas individuais, a colaboração com ações das autoridades de saúde, como visitas de agentes e campanhas de conscientização, é fundamental. O uso de repelentes e telas de proteção pode ajudar a evitar picadas, mas não substitui a eliminação dos focos do mosquito, que continua sendo a forma mais eficaz de combate.

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