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Bolívia realiza eleições subnacionais neste domingo

Leonardo Cabral em 22 de Março de 2026

Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense

Fronteira com Corumbá só será reaberta para tráfego de veículos após a votação

Neste domingo, 22 de março, eleitores bolivianos vão às urnas para escolher novos políticos departamentais, regionais e municipais. Considerado um dos processos eleitorais mais complexos do país, o pleito envolve a escolha de 5.432 cargos, entre titulares e suplentes, segundo o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia.

A fronteira com Corumbá (MS) está fechada para tráfego de veículos (exceto em caso de emergência) desde a zero hora e só será reaberta após o fim da votação, que começou às 8h e vai até 16h. Nesta região, votam os eleitores da Província de German Busch, onde estão localizadas as cidades de Arroyo Concepción, Puerto Quijarro e Puerto Suárez. Desta vez, não há seção eleitoral no Consulado da Bolívia no lado brasileiro da fronteira. 

Serão eleitos nove governadores — um para cada departamento — além de quatro vice-governadores nos departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando.

No departamento de Beni, os eleitores também escolherão oito subgovernadores e 19 corregedores (autoridades locais). Em todo o país, serão definidos 144 membros das assembleias departamentais por território e 105 por população.

Além disso, 28 representantes serão eleitos para as assembleias departamentais por meio de normas e procedimentos específicos voltados a nações e povos indígenas, originários e camponeses, bem como à população afro-boliviana.

Eleição regional

Na Região Autônoma do Gran Chaco, localizada em Tarija, a população elegerá um executivo regional, dois executivos de desenvolvimento (para Villa Montes e Caraparí), seis membros da assembleia regional por território e três por população.

Eleição municipal

No âmbito municipal, serão escolhidos 335 prefeitos e 2.044 vereadores, além de cinco vereadores representantes de povos indígenas, originários ou camponeses. 

Sistema de votação

O processo eleitoral combina diferentes tipos de circunscrições e sistemas de votação, conforme o cargo em disputa.

Para governadores, vence o candidato que alcançar maioria absoluta (50% mais um dos votos válidos) ou pelo menos 40% dos votos, desde que tenha uma vantagem mínima de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado. Caso nenhum candidato atinja esses critérios, será realizado um segundo turno entre os dois mais votados.

Já para as assembleias departamentais e regionais, a distribuição de cadeiras segue critérios de população, território e assentos especiais, conforme os estatutos autônomos e a legislação vigente.

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