Da Redação em 17 de Março de 2026
Divulgação/IHP

Processo de regularização da trilha está em andamento junto ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática.
A iniciativa conta com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), dentro do projeto GEF Terrestre, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A execução envolve ainda o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), como agência implementadora, e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), como executor.
Na segunda quinzena de fevereiro de 2026, foi realizada uma oficina de manejo com duração de 10 dias, reunindo especialistas em trilhas de longo percurso, equipe do IHP e 13 moradores do Território Indígena Guató, da Aldeia Uberaba. A ação integra o processo de construção coletiva da trilha, envolvendo comunidades tradicionais e indígenas da região.
Além das capacitações, o instituto promoveu reuniões para apresentar o potencial de geração de renda da Travessia Guadakan às comunidades locais, como a Comunidade Amolar e a Aldeia Uberaba. O projeto também foi apresentado a 30 jovens participantes do curso Condutores Pantaneiros, realizado em parceria com o Instituto Localiza, com foco na formação para o turismo sustentável.
Paralelamente, segue em tramitação o processo de regularização da trilha junto ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática.
Divulgação/IHP

Oficina de manejo teve duração de 10 dias em fevereiro
A oficina de manejo também conta com apoio da Aliança pela Inclusão Produtiva (AIPÊ), dentro do projeto “Coletivo Natureza: turismo sustentável pela Serra do Amolar”, que busca valorizar saberes locais, fortalecer o pertencimento e ampliar oportunidades para jovens da região.
De acordo com a turismóloga e especialista em trilhas Paula Rascão, o manejo adequado transforma a trilha em uma estrutura multifuncional, contribuindo não apenas para o turismo, mas também para a prevenção de incêndios e a formação de corredores ecológicos. Ela ressalta que o envolvimento da comunidade Guató fortalece a integração entre conhecimento tradicional e conservação ambiental.
O chefe da Brigada Uberaba Guató e vice-cacique, Mateus Ferreira, também participou da capacitação e destacou o significado do projeto. “Guadakan é uma palavra Guató que significa Pantanal. Esse aprendizado representa muito para nós, porque é aqui que vivemos e queremos desenvolver nossas atividades”, afirmou.
Histórico recente
Em 2025, o cronograma de manejo da trilha foi impactado por incêndios florestais registrados em outubro, que atingiram cerca de 32 dos 64,9 quilômetros do percurso. Durante o período, a equipe do IHP atuou diretamente no combate às chamas.
Em vistoria realizada em dezembro do mesmo ano, foi constatado que as estruturas e sinalizações da trilha não foram atingidas pelo fogo, embora a vegetação tenha sofrido danos significativos. A estiagem também comprometeu a disponibilidade de água na região, suspendendo temporariamente as atividades por questões de segurança.
O IHP trabalha agora na elaboração de um plano de recuperação ambiental das áreas afetadas, que deverá ser apresentado em breve. A proposta visa reforçar as estratégias de prevenção de incêndios e consolidar a Travessia Guadakan como um modelo de desenvolvimento sustentável aliado à conservação no Pantanal.
Com informações da assessoria de imprensa do IHP.
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