Da Redação em 07 de Março de 2026
Tony Winston/Agência Brasília

Os meses mais frios registram maior circulação de vírus
Historicamente, os meses mais frios registram maior circulação de vírus como Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus. Embora o coronavírus responsável pela Covid-19 não apresente um padrão sazonal tão definido, a alta transmissibilidade e a intensa circulação de pessoas podem favorecer o aumento de casos ao longo do ano.
Segundo a SES, os gestores municipais devem antecipar a organização dos fluxos de identificação de casos, coleta de amostras e notificação das ocorrências de SG e SRAG, conforme orientações das notas técnicas estaduais e do Guia de Vigilância Integrada da Covid-19, Influenza e outros vírus respiratórios.
O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destaca que o planejamento é essencial para reduzir impactos na rede de atendimento. “Nosso foco é agir antes do aumento expressivo de casos. Estamos orientando os municípios a revisarem fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado”, afirmou.
A vacinação contra Influenza e Covid-19 continua sendo a principal estratégia de proteção para evitar complicações, hospitalizações e óbitos, além de reduzir a circulação viral na comunidade. A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, reforça a importância da imunização, especialmente para grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.
Além da vacinação, o monitoramento contínuo dos vírus respiratórios é considerado fundamental. A identificação dos agentes causadores permite avaliar como os vírus estão circulando e quais grupos populacionais estão mais afetados, orientando as estratégias de prevenção e controle.
A gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, ressalta ainda a importância do tratamento precoce. Segundo ela, casos de SRAG e síndromes gripais associados a fatores de risco devem iniciar o uso de antivirais o mais rápido possível, conforme os protocolos vigentes, sem necessidade de aguardar confirmação laboratorial.
Mesmo sem registros expressivos neste momento, a SES reforça que a estratégia é preventiva. A orientação é manter vigilância ativa, notificação oportuna e integração entre atenção primária, serviços de urgência e hospitais, garantindo resposta rápida diante de eventual aumento de casos durante a sazonalidade dos vírus respiratórios.
Com informações da Agência de Notícias da Secom MS.
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