Rosana Nunes e Leonardo Cabral em 18 de Fevereiro de 2026
Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Presidente da Liesco (segundo à esquerda) e o prefeito Dr. Gabriel premiando a vice-campeã Império do Morro
Segundo Zezinho Martinez, o único contratempo foi um problema mecânico em um caminhão de som, que causou atraso no domingo, mas não comprometeu o resultado final.
"Tivemos um problema no caminhão, não de som, mas mecânico, que deu uma atrasada no primeiro dia (domingo). Mas no final, todas as escolas fizeram seus desfiles sem nenhum prejuízo. Na segunda-feira foi tudo dentro do horário e o desfile terminou às 2h15. Então, a avaliação é super positiva, afirmou.
Apesar do saldo positivo, o presidente da Liesco disse que o carnaval deixou um sinal de alerta e que é preciso promover mudanças estruturais, com participação ampla das entidades e da população.
"Precisamos fazer uma grande conversa sobre o Carnaval de Corumbá. Sentar com blocos, cordões, escolas de samba e blocos independentes. É um choque de gestão mesmo, discutir ordem de desfile, desfile cultural, desfile de blocos e das escolas, tudo, para construir um Carnaval 2027 melhor", explicou.
Um dos pontos que mais chamaram a atenção neste ano foi a redução no número de componentes das escolas. De acordo com Zezinho, atualmente a média é de cerca de 700 integrantes por agremiação, número inferior ao registrado no auge do carnaval corumbaense.
"Em 2012, que foi o auge do Carnaval de Corumbá, a média era de 1.300 a 1.500 pessoas por escola. Hoje, muitas vieram com 700, 750. Houve uma diminuição", destacou.
Ele atribui essa queda às mudanças no modelo de participação. Antes, as escolas vendiam fantasias; hoje, muitas são distribuídas gratuitamente para incentivar o retorno da comunidade. "Quem faz o desfile das escolas de samba é o corumbaense. Os turistas vêm para ver essa grandiosidade. Precisamos trazer mais a população para dentro do carnaval", ressaltou.
Zezinho também destacou a importância de iniciar o planejamento com antecedência e reforçou o papel do poder público. "Precisamos conversar muito mais cedo e fazer com que as ações do Poder Público caminhem junto com as escolas para que a gente consiga fazer um carnaval melhor em 2027."
O prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira também classificou o carnaval como bem-sucedido e destacou a participação popular e o impacto cultural e econômico do evento.
"Foi um carnaval bem alegre, com a participação do corumbaense na passarela e nas arquibancadas. Temos dados prévios que mostram que o carnaval é um investimento importante. Agora é planejar o próximo, corrigir erros e ampliar para receber mais turistas e mostrar nossa cultura para o Brasil e outros países", afirmou.
Sobre a reestruturação, o prefeito defendeu diálogo amplo, mas com foco na execução de mudanças concretas. "Tem que ter uma discussão ampla com as escolas, com as ligas e com a população para entender o que todos querem. Mas não adianta só discutir. A Prefeitura está à disposição para correr atrás desses projetos e desenvolver o carnaval", concluiu.
A expectativa, segundo a Liesco e a Prefeitura, é que o debate resulte em um novo modelo de organização, com maior participação popular e fortalecimento do Carnaval de Corumbá nos próximos anos.
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mário Ramão Benevides: Muitas pessoas não estão participando também, em função do percurso em grande extensão ser de paralepipedo, que causa muitos incidentes, principalmente para as pessoas de mais idade que são prejudicadas pelo calcamento que a prefeitura insiste em manter. Poderia pelo menos a parte central da Frei Mariano ser asfaltada, deixando o acostamento de recordação para os saudosistas. Muitas pessoas dizem q quando entram na avenida já perderam a sapatilha e já estão cansadas em função do calcamento.
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