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Vila Mamona ressurge em grande desfile ao falar da criação do mundo pelo povo Tupi

Lívia Gaertner em 15 de Fevereiro de 2026

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Carro abre-alas e a águia, símbolo da agremiação mamonense

Ao abrir a sequência de apresentações pela Passarela do Samba de Corumbá, a avenida General Rondon, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Vila Mamona trouxe a cosmologia indígena para contar a criação do Universo. Seres místicos ligados à natureza estiveram presentes durante toda a passagem da escola do bairro Universitário.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Comissão de frente formada por dez integrantes

O enredo “Nhe’ e Porã – O Sopro Sagrado que Gera a Vida: A Mística Tupi na Criação do Mundo” começou a se desenhar com a comissão de frente onde um tripé representando uma serpente interagiu com a coreografia de dez integrantes, que usaram maracás, instrumentos musicais indígenas, como elemento cênico.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Nogueira e Luana Barbosa, veio de Deus do Sol e Deusa da Lua num bailado que exaltou o pavilhão mamonense. A escola também trouxe o segundo casal, Carlinhos Joia e Elisângela de Oliveira, que com os trajes nas cores da escola, verde, vermelho e branco, retrataram Rupave e Sypave, ou seja, o masculino e o feminino na organização da sociedade humana.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Matheus Nogueira e Luana Barbosa, 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira

A ala das baianas apresentou aos espectadores a Deusa da Lua Nova e Deusa da Lua Cheia e antecedeu o carro abre-alas que trouxe a águia, ave símbolo da escola sobrevoando a avenida.

Uma novidade dentro da agremiação foi a presença de mais dois destaques à frente da bateria. Além da rainha, Daiane Lara, a presença do bailarino e carnavalesco Jô Diuary inaugurou o posto de rei da bateria; e junto a ele, a madrinha da bateria, Cíntia Andrade.

Já os oitenta ritmistas da bateria comandada pelo mestre Deva Medeiros vieram com a fantasia Charia, Onça Celestial. Causando um efeito visual, muitos dos instrumentos estavam ornamentados com luzes de LED.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Bateria da Vila Mamona trouxe rainha, rei e madrinha

Sem esquecer do futuro da festa popular, uma ala infantil cativou a plateia. Os pequenos estavam fantasiados de Tupã mirim.

Abrindo o segundo setor da escola, o segundo carro alegórico trouxe como efeito uma cascata de água onde uma bela destaque representando uma indígena interagia, além de demais elementos do mundo vegetal.

Nas 18 alas, a Vila Mamona trouxe um extenso panorama dos deuses e crenças indígenas. Ao todo, foram quatro carros alegóricos e dois tripés, além de um elemento cênico articulado que trouxe o Boitatá, uma cobra de fogo que protege a natureza. Na alegoria Elemento Animal, destaque para Narah Martinez, primeira-dama da Liesco, fantasiada de Ticê, a grande feiticeira. 

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Vila trouxe cerca de 600 componentes e muito colorido para a avenida

Uma apresentação, com mais de 600 integrantes, como exposto no release da agremiação e que deixou para trás o triste cenário de 2025, quando a Vila Mamona e outras agremiações tiveram o desfile comprometido pela chuva. No ano passado, não houve disputa de título. 

Veja abaixo como foi a apresentação.

Transmissão do desfile por Chicão de Barros, com comentários de Victor Raphael e Cecília Santana.

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Galeria: Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Vila Mamona

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