Campo Grande News em 31 de Dezembro de 2025
Divulgação/PRF

Motorista colocou capacete para compensar a falta do para-brisa
Em declaração prestada à PRF, o motorista, morador de Barueri (SP), afirmou que não tinha condições de pagar pelo serviço de guincho e, por isso, optou por seguir viagem de forma improvisada. “Por motivo de força maior, acabo trabalhando de forma informal, pois preciso dessa atividade para sobreviver”, declarou. No relato, disse ainda que já foi empresário, com patrimônio superior a R$ 10 milhões, mas que hoje não possui mais nada além do ônibus. “Peço que a lei leve em conta minha idade e minha idoneidade como cidadão brasileiro”, acrescentou.
Apesar da justificativa, a situação não é inédita. Conforme registros oficiais, o mesmo motorista já havia sido abordado pela PRF em abril do ano passado, na BR-262, em Corumbá, ao realizar transporte irregular de passageiros, sem autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Na ocasião, ele estava levando cerca de 50 passageiros e respondeu a Termo Circunstanciado por exercício ilegal de atividade, em um caso que também envolvia risco à segurança dele e de outros.
Ao ser questionado pelos agentes, o motorista, que estava com a Carteira Nacional de Habilitação vencida, relatou que havia adquirido o ônibus em Jaciara (MT) e pretendia levá-lo até Barueri, no interior de São Paulo.
O flagrante recente ocorreu na tarde de terça-feira (30), na BR-158, em Paranaíba, a 408 quilômetros de Campo Grande. O ônibus circulava sem o vidro frontal, com a parte dianteira severamente danificada, sem para-choque e com faróis comprometidos. Para tentar compensar a ausência do para-brisa, o motorista usava capacete e óculos escuros enquanto dirigia.
A PRF reforça que o improviso não elimina os perigos. Sem o para-brisa, o condutor fica exposto ao vento, poeira, insetos e detritos lançados por outros veículos, além de ter a visibilidade comprometida, especialmente em velocidades mais altas.
Diante da situação, a viagem foi interrompida e o ônibus retido para regularização, com aplicação das medidas administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro. A corporação não informou se havia passageiros no momento da abordagem.
Embora a cena tenha viralizado pelo aspecto quase cômico, a PRF alerta que o caso ilustra uma conduta extremamente perigosa, especialmente em período de fim de ano, quando o fluxo nas rodovias federais aumenta.
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