Da Redação com assessoria de imprensa em 17 de Dezembro de 2025
Eduardo Melo
Espetáculo teve participação de mais de 500 pessoas
Combinando música, dança e artes visuais, a apresentação conduziu o público por uma narrativa sensível sobre percurso, identidade e autoconhecimento. A encenação utilizou como metáfora os jogos de amarelinha, representando os desafios e retomadas presentes tanto no caminho físico quanto no simbólico.
“É um caminho de autoconhecimento. A gente sai da terra, vai se equilibrando, às vezes volta uma casa, às vezes tenta pular etapas e se desequilibra, até conseguir chegar ao céu. Fizemos essa metáfora junto com o Peabirú, que entendemos como um caminho que leva ao céu, mas também como um caminho interior”, explicou Márcia Rolon, diretora artística do Moinho Cultural.
A trilha sonora foi composta por músicas do barroco indígena, criadas há mais de 300 anos por povos originários sob influência jesuítica. Redescobertas na década de 1990 na região da Chiquitanía, na Bolívia, as obras receberam novos arranjos e interpretações da Orquestra de Câmara do Pantanal (OCAMP), formação profissional vinculada ao Instituto Moinho Cultural.
“Essa música é algo nosso, único, que precisa ser compartilhado. São canções que embalam os bailarinos da Companhia de Dança do Pantanal e as crianças e adolescentes a cada passo, convidando o público a refletir sobre o próprio caminho”, completou Márcia.
Além da OCAMP e da Companhia de Dança do Pantanal, o espetáculo contou com a participação da Fundação Coral Arte Canto, do Coral do Instituto Superior de Belas Artes de Santa Cruz de la Sierra, do Instituto Superior de Formação Artística e Turismo de San Ignacio de Moxos, ambos da Bolívia, e da Orquestra Indígena de Campo Grande.
Para a cantora lírica e diretora coral Giovanna Montaño, a experiência foi marcante. “Isso aqui é um mundo incrível onde se respira arte. Ver desde os mais pequenos até os mais experientes no palco, unindo atuação, canto, dança e música, é algo espetacular. Ouvir a música barroca indígena da Bolívia sendo tocada no Brasil nos enche de orgulho”, afirmou.
Eduardo Melo
Apresentação conduziu o público por uma narrativa sensível sobre percurso, identidade e autoconhecimento
Entre os convidados internacionais, a fundadora da Escola de Música de Santiago de Chiquitos, Filomena Vargas, elogiou a proposta artística. “O espetáculo me encantou. A música resgatada do arquivo chiquitano e as referências ao filme A Missão estiveram muito presentes. Foi realmente encantador”, declarou.
O evento também mobilizou famílias e voluntários da comunidade local. Rosa Irene Dourado Chaves, mãe e voluntária, ressaltou o vínculo com o Instituto. “Ser voluntária é uma forma de devolver um pouco do cuidado que o Moinho tem com meu filho. Eles educam, acolhem e cuidam durante o ano inteiro”, afirmou.
O espetáculo contou com a participação de mais de 500 pessoas, entre músicos, coros, bailarinos, crianças, adolescentes e jovens atendidos pela instituição.
O projeto social
Fundado há 21 anos, o Instituto Moinho Cultural Sul-Americano é uma organização da sociedade civil que atua nos territórios fronteiriços do Brasil para a transformação positiva da realidade local, dando voz e vez às crianças, adolescentes e jovens, por meio de acesso a bens culturais, conhecimento tecnológico, noções de empreendedorismo e cidadania plena. Desde o início das atividades, mais de 25 mil crianças e adolescentes já foram atendidos pela instituição.
12/12/2025 Moinho in Concert leva público a uma viagem sensorial pelo Peabirú neste fim de semana
No Diário Corumbaense, os comentários feitos são moderados. Observe as seguintes regras antes de expressar sua opinião:
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião deste site. O Diário Corumbaense se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.