Maristela Brunetto - Campo Grande News em 21 de Novembro de 2025
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Vagões que eram utilizados na Malha Oeste; novo edital é esperança para retomada do transporte
O investimento estimado para o trecho de 1.593 quilômetros é de R$ 35,7 bilhões em obras e R$ 53,5 bilhões na operação. A Folha de São Paulo informou que o plano está pronto e será divulgado nos próximos dias. A concessão da ferrovia que atende Mato Grosso do Sul terá 57 anos. No Estado, são 600 quilômetros de trilhos.
A retomada do transporte ferroviário em Mato Grosso do Sul é um desejo antigo, tema de audiências públicas e cobranças políticas ao Governo Federal. O modal é considerado estratégico para o transporte de minérios a partir de Corumbá e também para combustíveis. Até para a Bolívia, a reativação dos trens é vista como essencial.
Em evento no começo do mês, em São Paulo, o governador Eduardo Riedel (PP) destacou a importância da ferrovia para a mineração, que hoje utiliza o Rio Paraguai e a BR-262 para escoar a produção. Segundo afirmou, atualmente são transportadas 12 milhões de toneladas, com projeção de mais que dobrar esse volume e alcançar 30 milhões de toneladas.
A concessão atual vence no ano que vem e está com a empresa Rumo Logística, responsável por diversos trechos ferroviários no país. O TCU (Tribunal de Contas da União) analisava a possibilidade de reformar o contrato, mas concluiu pela necessidade de uma nova licitação. Há trechos antigos e sem uso que precisam de revitalização, com necessidade de troca de bitolas em alguns pontos e criação de conexões para atender o setor de celulose.
O primeiro projeto do plano federal a ser licitado será o EF-118 (Anel Ferroviário Sudeste), com edital previsto para março de 2026 e leilão em junho. Com 245,95 quilômetros, fará ligação entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. O pacote inclui ainda o Corredor Leste–Oeste, que liga Mato Grosso à Bahia para acesso ao Porto Sul, em Ilhéus; o Ferrogrão, que atenderá também o Estado vizinho para conectar a região Norte a um porto em Itaituba, no Pará; três trechos no sul do país; e o último a ser licitado, de 530 quilômetros entre Açailândia, no Maranhão, e Barcarena, no Pará.
João Bosco Atagiba : Ótima notícia. Agora, mais do que nunca,não só os políticos que representam Corumbá e Região Pantanal Sul,além, é claro,das empresas de minérios estabelecidas em Corumbá, imprensa,a sociedade civil enfim,toda gama possível,para cobramos sempre dos Governos Federal e Estadual,para cair no esquecimento das autoridades competentes. Em se falando para favorecer Corumbá, temos sempre que ficar espertos,senhores vereadores e o nosso Prefeito principalmente, para não deixarem de cobrar,sempre esses investimentos.
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