Da Redação em 18 de Novembro de 2025
Divulgação

A vacinação durante a gestação possibilita que os anticorpos passem para o bebê pela placenta
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) concluiu o treinamento das equipes municipais, organizou fluxos de atendimento e alinhou procedimentos com as unidades básicas de saúde, que iniciarão a aplicação tão logo as doses sejam entregues. Ainda não há definição da quantidade exata destinada a cada estado, mas a expectativa é atender 100% do público-alvo.
“O alinhamento prévio com as equipes municipais permite que toda a rede opere com fluxo definido, garantindo segurança e eficiência na distribuição e aplicação. Estamos organizados para que cada gestante receba a dose no tempo certo”, afirmou a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone.
Capacitação concluída
Durante uma web-reunião realizada na última semana com coordenadores municipais de imunização, a SES repassou orientações previstas no informe técnico nacional, assegurando que o início da campanha ocorra de forma padronizada em todo o Estado.
Na ocasião, foram discutidos o fluxo de atendimento às gestantes, a verificação da idade gestacional a partir de 28 semanas, a organização das salas de vacinação, o registro adequado das doses e a priorização do atendimento no pré-natal. Também foram alinhados procedimentos de triagem, acolhimento e padronização, reforçando a segurança da campanha.
Segundo o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, o Estado está pronto para iniciar assim que as vacinas chegarem. “Concluímos a capacitação dos municípios, revisamos todo o informe técnico e estruturamos a metodologia de aplicação. O Estado está plenamente preparado. Essa vacinação será determinante para reduzir internações e complicações por bronquiolite no início da vida”, destacou.
Por que a vacina é fundamental?
O VSR é a principal causa de bronquiolite e pneumonia em bebês, doenças que frequentemente levam à internação e podem exigir suporte respiratório. A vacinação na gestação permite que os anticorpos sejam transferidos ao bebê pela placenta, garantindo proteção desde o nascimento — fase de maior vulnerabilidade às infecções respiratórias.
Como os recém-nascidos ainda não podem receber diretamente outros imunizantes contra o vírus, a estratégia de imunização materna reduz riscos individuais, previne surtos sazonais e diminui a pressão sobre as emergências pediátricas durante o período de maior circulação viral.
A recomendação é aplicar a dose a partir da 28ª semana de gestação, garantindo maior transferência de anticorpos e proteção contínua até o nascimento.
Com informações da Agência de Notícias do Governo de MS.
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