Campo Grande News em 17 de Novembro de 2025
Leandro Holsbach

Os delegados Lucas Veppo (à direita) e Adilson Stiguivitis Lima
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (17), o delegado Lucas Albé Veppo, chefe do SIG (Setor de Investigações Gerais), afirmou não existir, até o momento, qualquer indício de que o padre mantinha envolvimento sexual com Leanderson.
Essa foi a versão apresentada pelo jovem em depoimento ao próprio delegado, ainda no sábado (15). No interrogatório, Leanderson disse que matou Alexandro com golpes de marreta na cabeça e facadas após ser forçado a praticar sexo oral na vítima.
Ainda no depoimento, ele disse ter conhecido o padre por intermédio de seu ex-cunhado e relatou que o religioso abordava estudantes na porta da escola e oferecia pequenas quantias em dinheiro para encontros.
“Ele tem o direito de dizer o que bem entender como meio de defesa. Ele informou essa situação, que até o momento não tem nenhum indício de que tenha acontecido ou de que o padre tenha tentado atacá-lo com intuito sexual. O padre era uma pessoa de porte físico avantajado, e o autor, uma pessoa franzina. Acreditamos que o autor tenha atacado o padre numa emboscada para conseguir golpeá-lo. Até o momento, não há nenhum indício dessa situação. Foi uma alegação do autor”, afirmou o delegado.
Segundo Lucas Veppo, os dois autores confessaram que tinham premeditado o crime. “Eles não sabiam que Alexandro era padre; sabiam apenas que ele possuía aquele veículo. Um deles já havia feito contato com uma pessoa no Paraguai que compraria o carro por R$ 40 mil. Esse era o intuito deles: roubar o carro para vender no Paraguai e levar também o celular. Como não conseguiram desbloquear o telefone, abandonaram-no em um matagal. Também pretendiam usar a residência enquanto pudessem para promover festas com amigos”, afirmou o chefe da investigação.
Divulgação

Foto do padre em igreja, ao lado da imagem de Jesus Cristo
Lucas Veppo informou que Leanderson de Oliveira Junior vai ser levado para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados). Durante audiência de custódia, no domingo, a Justiça decretou sua prisão preventiva.
O adolescente de 17 anos será levado para a Unei (Unidade Educacional de Internação). Os outros três envolvidos – João Victor Martins Vieira, 18 anos, e duas adolescentes de 17 anos – ganharam liberdade provisória, mas vão responder como cúmplices dos crimes.
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