Leonardo Cabral em 06 de Novembro de 2025
O Serviço Departamental de Saúde de Santa Cruz (Sedes) confirmou a morte de uma jovem em Cochabamba em decorrência de raiva humana, doença considerada praticamente 100% fatal quando não tratada imediatamente após a exposição. O chefe de Epidemiologia do Sedes, Carlos Hurtado, informou que a paciente teve contato com diversas pessoas, que agora precisam receber tratamento preventivo.
Declaração semelhante foi feita pelo chefe de Epidemiologia do Sedes de Cochabamba, Rubén Castillo, que afirmou que ainda estão sendo identificadas todas as pessoas que tiveram contato tanto com a jovem quanto com o cão infectado.
A morte foi confirmada na quarta-feira (5). A infecção, no entanto, ocorreu há cerca de três meses. Segundo o relatório médico, a paciente apresentou sintomas como dores de cabeça e alucinações durante o agravamento da doença.
Castillo explicou que a jovem contraiu o vírus após ser mordida por um cão que havia adotado na área urbana de Cochabamba. Ele lamentou que a paciente não tenha relatado a mordida às autoridades sanitárias e tenha viajado posteriormente para a região do Tipnis para realizar um estágio profissional.
Hurtado acrescentou que a jovem chegou a receber atendimento em uma clínica em Santa Cruz, mas a família optou por transferi-la de volta a Cochabamba, onde ela acabou falecendo.
Após o caso, o Sedes de Santa Cruz informou que não possui doses suficientes para uma campanha de vacinação em massa contra a raiva canina. De acordo com o órgão, seriam necessárias mais de 900 mil doses. Embora essas campanhas costumem ocorrer anualmente em agosto, nenhuma foi realizada no país até novembro deste ano.
A doença
A raiva humana é uma infecção viral que afeta o sistema nervoso central e, sem tratamento imediato após a exposição, é quase sempre fatal. A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou lambeduras em ferimentos.
Os primeiros sintomas incluem febre, dor de cabeça e mal-estar, podendo evoluir para confusão mental, agitação, paralisia e coma. A prevenção depende da vacinação regular de cães e gatos e da aplicação imediata de vacina e soro antirrábico em pessoas expostas ao vírus.
Com informações da Unitel.
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