Rosana Nunes em 03 de Outubro de 2025
Divulgação

Ação envolve municípios, vigilância sanitária e rede hospitalar no enfrentamento à intoxicação pela substância
A medida segue orientações do Ministério da Saúde e da Nota Técnica Conjunta nº 365/2025, articulando vigilâncias sanitárias municipais, unidades hospitalares e equipes de saúde para intensificar o monitoramento de casos suspeitos e confirmados.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, destacou que a estruturação de um fluxo integrado é essencial para garantir respostas rápidas.
“Estamos estruturando um fluxo de atendimento, monitoramento e fiscalização, para garantir respostas rápidas e eficazes diante da situação. Nosso compromisso é assegurar que a vigilância atue de forma integrada, eficiente e preventiva, protegendo a população com o máximo de segurança e prontidão possível”, afirmou.
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, ressaltou que se trata de uma resposta conjunta. “Essa é uma resposta integrada que reúne orientação à população, fiscalização rigorosa, ações de prevenção e fluxos ágeis de atendimento. Cada etapa está conectada para garantir que o risco do metanol seja enfrentado de forma completa, eficiente e com a máxima proteção à saúde dos sul-mato-grossenses”, explicou.
Ações da força-tarefa
A iniciativa envolve as áreas técnicas da SES e as secretarias municipais de saúde, com uma série de medidas emergenciais, entre elas:
Atendimento 24h com suporte técnico e científico via Ciatox;
Fiscalização intensiva das vigilâncias sanitárias em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, para coibir a venda de produtos clandestinos e de origem desconhecida;
Monitoramento contínuo dos casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol, com notificação imediata ao CIEVS estadual e ao Ministério da Saúde;
Capacitação técnica das equipes de saúde para condução clínica dos casos, conforme protocolos da Nota Técnica;
Apoio às unidades hospitalares para o uso de antídotos disponíveis, como etanol farmacêutico, e articulação com o Ministério da Saúde para acesso ao fomepizol — tratamento de referência contra o metanol.
A SES reforça a recomendação para que a população evite consumir bebidas alcoólicas sem rótulo, de origem clandestina ou adquiridas em locais não regularizados.
Orientações à população
Segundo o médico toxicologista do Ciatox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica), Sandro Benites, é essencial ficar atento aos sintomas que podem surgir cerca de 12 horas após o consumo de bebida contaminada, como dor abdominal, sensação de queimação, alterações visuais (turvação ou visão cintilante) e sinais neurológicos.
“Esses casos são considerados suspeitos de intoxicação por metanol. É fundamental buscar atendimento médico imediatamente”, alertou Benites.
As secretarias de Saúde e de Justiça e Segurança Pública do Estado já acompanham a apuração da morte de um jovem de 21 anos, ocorrida na noite de quinta-feira (2), em Campo Grande, após ingestão de bebida alcoólica. Amostras foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial aprofundada, que deverá indicar a real causa da morte.
Para qualquer orientação e atendimento, a população pode entrar em contato diretamente:
Disque Intoxicação da Anvisa:
Com informações da Agência de Notícias da Secom MS.
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