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Cineasta e documentarista mortos em queda de avião serão sepultados em São Paulo

Campo Grande News em 29 de Setembro de 2025

Reprodução/Redes Sociais

O documentarista Luiz Ferraz e o diretor de fotografia Rubens Crispim Júnior

Os corpos do documentarista Rubens Crispim Júnior e do cineasta Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, mortos no acidente aéreo na Fazenda Barra Mansa, em Aquidauana (MS), serão velados e sepultados em São Paulo nesta segunda-feira (29) e na terça-feira.

Rubens Crispim Júnior recebe homenagens hoje, das 11h30 às 15h30, na Avenida Francisco Falconi, Vila Alpina, com sepultamento no Cemitério São Pedro. Já o corpo de Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz será velado amanhã, das 9h30 às 13h30, na Cinemateca Brasileira, no Largo Senador Raul Cardoso, Vila Clementino, também na capital paulista.

Marcelo Pereira Barros, que pilotava a aeronave, foi o primeiro a ser sepultado, no sábado (27), no Cemitério Parque Cidade Natureza, em Aquidauana, após velório na Pax Universal. Quanto ao arquiteto chinês Kongjian Yu, o corpo segue em trâmites diplomáticos para translado à China; a última atualização da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) informou que ele passou por necropsia e coleta de material genético na sexta-feira (26).

Avanço da investigação

O relatório preliminar do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), divulgado também na sexta-feira, revelou que o Cessna 175, de prefixo PT-BAN e fabricado em 1958, colidiu com árvores durante a aproximação para pouso, antes de atingir o solo.

A aeronave, que decolou de um aeródromo não cadastrado, fazia voo privado para a pista da fazenda. Inicialmente, havia a hipótese de que uma manada de queixadas teria invadido a pista, obrigando o piloto a arremeter, mas o documento oficial descarta, por ora, essa versão.

Funcionários relataram que o avião deveria pousar por volta das 18h30, mas, após uma primeira tentativa frustrada, perdeu altitude a cerca de 100 metros da cabeceira, explodindo ao tocar o solo. A pista, considerada modelo e usada nas gravações da novela Pantanal em 2022, opera apenas por voo visual e até o pôr do sol.

O Cenipa classifica o caso como “colisão com obstáculo durante pouso”, com danos substanciais à aeronave, e reforça que as conclusões ainda podem mudar no relatório final.