Rosana Nunes em 22 de Setembro de 2025
Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Alguns afluentes do Paraguai permanecem em nível de estiagem, além de rios localizados na bacia hidrográfica do Paraná
Apesar da melhora, a situação ainda exige atenção. Alguns afluentes do Paraguai permanecem em nível de estiagem, além de rios localizados na bacia hidrográfica do rio Paraná.
Criada em 2014, a Sala de Situação acompanha em tempo real as condições hidrológicas do estado. O trabalho começou com 13 pontos de observação e ganhou, em 2023, mais uma estação de monitoramento. Entre as principais atividades está a emissão diária de boletins com as cotas fluviais, que orientam ações de gestão hídrica e prevenção de impactos ambientais e sociais.
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destaca a importância estratégica do monitoramento. "O acompanhamento hidrológico é um instrumento essencial para que possamos planejar ações e tomar decisões de forma responsável. As informações geradas permitem atuar na segurança hídrica e na prevenção de desastres, especialmente em um cenário de mudanças climáticas", afirmou.
Tendência desde 2019
Dados da Sala de Situação revelam que, a partir de 2019, os rios do estado passaram a registrar cotas mais baixas para o mês de setembro. Os pontos de Ladário e Porto Murtinho, no rio Paraguai, exemplificam essa tendência, associada à redução das chuvas e à menor recarga subterrânea, essencial para a manutenção do nível dos rios durante a estiagem.
Segundo o técnico do Imasul, Leandro Neri Bortoluzzi, mesmo com a melhora em 2025, o cenário ainda inspira cautela.
"Temos observado que, desde 2019, a redução das cotas tem sido frequente. Embora este ano a situação esteja menos crítica que em 2024, ainda precisamos de atenção, pois a recuperação depende de chuvas regulares e do equilíbrio do regime hidrológico", explicou.
Perspectivas
Setembro marca o fim do período seco em Mato Grosso do Sul. Para que 2026 apresente um cenário mais positivo, será fundamental que as chuvas sejam regulares nos próximos meses.
De acordo com o Imasul, o monitoramento hidrológico segue como ferramenta estratégica para a segurança hídrica do estado e a prevenção de desastres naturais, garantindo informações que orientam a gestão e a preservação dos recursos hídricos.
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