Campo Grande News em 22 de Agosto de 2025
Fernanda Palheta/Campo Grande News

Riedel disse que relação com a União não deve mudar e lamentou a polarização política
Ao discursar, Riedel lamentou o tom polarizado da política, dizendo que preferia não empenhar energia nesse viés, mas em parcerias para fazer entregas à comunidade. “Na minha gestão eu não vou ficar perdendo tempo com esse tipo de discussão, porque ela não agrega nada para ninguém”, falou. Já durante entrevista, ele lembrou que tem diretrizes políticas divergentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e isso sempre foi de conhecimento do presidente, sem ter interferido nas parcerias entre União e Estado, o que não deve mudar.
“Com relação ao Governo Federal, eu acho que o presidente sabe que eu sou oposição ao Governo Federal. Eu acho que não, eu tenho certeza. A gente já conversou sobre isso. Agora, o que ele faz no Mato Grosso do Sul, eu sempre vou agradecer. O que ele executa de obras ou de ações em investimentos aqui no Estado, eu sempre serei grato, como governador desse Estado”, disse, acrescentando que o mais relevante é a entrega de obras e a parceria estabelecida, e que não vai “abrir mão por conta de discussão política, sendo adversário ou sendo parceiro.”
Nas últimas semanas, Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja selaram mudanças do PSDB para o PP e PL, respectivamente (no caso de Azambuja, a previsão é de filiação em setembro), e ambos assumiram posição em defesa da anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro e de pessoas condenadas pelos atos do 8 de janeiro. Os novos partidos são de oposição, embora o PP, que formou uma federação com o União Brasil, também tenha integrantes apoiando o Governo Federal.
No Estado, a senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP, é crítica ao Governo Lula, e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, até deixou de participar de eventos com a presença do presidente ou mesmo de ministros.
As declarações de Riedel levaram o PT no Estado a decidir deixar a base de apoio e os cargos comissionados que ocupa. Os políticos da legenda ainda não trataram do assunto pessoalmente com o governador, que permaneceu em viagem até o final da semana passada.
“O que depender de mim não muda nada. Eu sou muito focado no administrativo, então vocês acompanharam aí toda a discussão do PT, deixa o governo, não deixa. Eu nem conversei com o PT ainda, eles me comunicaram pela imprensa e tudo certo. Se quiser deixar, à vontade. Não muda a diretriz e as ações de governo”, comentou.
Sobre o cenário que virá da disputa político-eleitoral de 2026, ele reconhece que as coisas mudam de figura, com as posições ficando evidentes. “Mas na hora da eleição, a gente sabe das nossas posições divergentes e nós vamos trabalhar nisso. Sem agressão, sem histeria, sem briga com ninguém, mas deixando claro as nossas posições. Eu acho que isso é importante no ambiente político.”
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