Da Redação com assessoria de imprensa em 14 de Agosto de 2025
Divulgação
Espetáculo une música, dança e artes visuais em criação coletiva inspirada nos caminhos do Peabirú
“Estamos alinhavando um novo caminho de Peabirú, como o sonho e o jogo de amarelinha, com a intenção de levar todos para o seu próprio céu. É um espetáculo construído a muitas mãos, com artistas, crianças, jovens, educadores e parceiros, em um processo vivo e cheio de trocas”, afirma Márcia.
Entre as inspirações para o roteiro está a contribuição do artista visual boliviano Leoni Antequera, que apresentou o conceito da “Amarelinha da Vida”, conectando sua obra ao Caminho de Peabiru e fornecendo a base para a estrutura cênica.
O projeto reúne artistas convidados que agregam suas trajetórias à montagem. O sul-mato-grossense Arce Correia, ator, diretor e compositor, leva ao espetáculo sua experiência em teatro, dança, poesia e música. Formado pela Escola de Arte Dramática da USP e licenciado em teatro pela Universidade Anhembi Morumbi, Arce é conhecido pela personagem Maria Quitéria e pelo espetáculo musical Alinhavo.
Na dança, o coreógrafo Fernando Martins define o trabalho como “uma travessia poética, sensorial e espiritual, inspirada na antiga trilha do Caminho de Peabirú, que convida a refletir sobre a conexão entre povos, culturas e histórias, entre o sagrado e o cotidiano”. Ele destaca o diálogo com a Companhia de Dança do Pantanal, formada por jovens artistas locais.
Também integra o time a coreógrafa Beatriz Almeida, ex-primeira bailarina do Stuttgart Ballet e madrinha do Moinho Cultural, reforçando a excelência artística das coreografias. A flautista Celina Charlier contribui com a criação das paisagens sonoras que dialogam com a temática do espetáculo.
O Moinho in Concert 2025 contará com mais de 500 artistas — entre orquestra ao vivo, bailarinos, crianças e jovens atendidos pelo Instituto, além do Coral de Santa Cruz, da Bolívia. A encenação explorará formas de amarelinha como a “caracol” e a “cruzada”, simbolizando caminhos de transformação e superação.
A estreia está prevista para dezembro, em Corumbá, como uma celebração da arte, da memória coletiva e da força criativa que conecta gerações e territórios. A produção pretende resgatar e reinventar saberes tradicionais por meio da arte contemporânea, convidando o público a percorrer seu próprio caminho em direção ao céu.
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