Campo Grande News em 01 de Agosto de 2025
Para a advogada Giselle Marques, ex-presidente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de Souza, o discurso é inaceitável: “não podemos permitir que a PM continue a naturalizar o espancamento. Usar a tortura em interrogatório é algo que repugna nossa condição de pessoa civilizada. Viola o princípio constitucional da dignidade humana. Ensinar isso aos nossos jovens é apologia ao crime”, diz.
Nas redes sociais, internautas dividem opiniões - enquanto alguns veem o grito como parte da "cultura militar", outros denunciam o estímulo à violência policial e à tortura. "Temos vivenciado uma sociedade cada dia mais violenta e, em vez do aprendizado de técnicas humanizadas de atendimento e de táticas de imobilização, vemos essa apologia e incentivo à barbárie", diz uma internauta.
"É normal dentro da polícia, para incentivo durante o desfile, na formatura, um estímulo. É apenas uma canção, sempre existiu. Cantos de guerra, nada que vá trazer para o psicológico do formando algo ruim ou instigue a fazer algo de ruim. Isso faz parte", disse um militar à reportagem, que preferiu ter o nome preservado.
Em nota, o Governo do Estado repudiou "quaisquer condutas que incentivem a violência" e afirmou ter determinado a adoção imediata das providências cabíveis, com “rigorosa apuração dos fatos e aplicação das sanções legais previstas”.
O Governo classificou o episódio como uma "manifestação isolada", sem vínculo com os valores e protocolos oficiais da instituição. “A expressão utilizada não foi criada pela instituição e tampouco faz parte de seus protocolos oficiais. A preparação do efetivo inclui disciplinas voltadas à valorização da vida, respeito às minorias e atuação comunitária”, diz o texto.
O Governo encerra a nota destacando que forma policiais para “defender a sociedade, a vida, a segurança e a paz”.
Julio Nunes Rodrigues: Não há nada mais para nossos políticos fazerem? A sociedade está gerando críticas banais em algo que nem merece atenção. Para quem não sabe ou nunca passou próximo a um centro de formação militar. Durante atividades físicas e em momentos que o corpo está em exaustão as "Canções Militares" são entoadas para animar o militar. Não vejo nada de disseminação do ódio ou algo parecido. Temos assuntos mais importantes a tratar!
Ernesto Vargas de Cespedes: O quê realmente vcs querem, policiais de verdade ou bananas na Rua. Aí ferem os direitos humanos excitação a violência, só uma pergunta: Quem rasgou a Constituição, uma pessoa que se diz dono do mundo e ninguém fala nada nada, triste demais
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