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Sarampo e coqueluche continuam preocupando autoridades de saúde na Bolívia

Leonardo Cabral com Unitel TV em 30 de Julho de 2025

Reprodução Unitel TV

Autoridades pedem para os pais cumprirem o calendário de imunização dos filhos

As autoridades de saúde da Bolívia continuam em alerta diante do aumento dos casos de sarampo e coqueluche, especialmente no departamento de Santa Cruz de la Sierra, distante pouco mais de 600 km da fronteira com Corumbá. O governo intensificou os apelos para que pais e responsáveis levem seus filhos às unidades de saúde para garantir a imunização.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, até esta quarta-feira (30), o país registrou 181 casos confirmados de sarampo. Desses, 151 foram notificados em Santa Cruz, considerado o epicentro do surto. La Paz aparece em seguida, com 12 casos, enquanto Potosí contabiliza 5; Beni, Oruro, Chuquisaca e Cochabamba registraram 3 casos cada; e Pando confirmou um.

Segundo o Serviço Departamental de Saúde (Sedes) de Santa Cruz, os casos de sarampo se concentram em 18 municípios, entre eles: Santa Cruz de la Sierra, Montero, Warnes, Camiri, Vallegrande, Charagua e San Ignacio.

Em La Paz, dos 12 casos confirmados, seis foram detectados em El Alto; quatro na capital do departamento; e os demais em Viacha e Achocalla.

A chefe da Unidade de Prevenção e Controle de Doenças, Roxana Salamanca, reforçou em entrevista à emissora Unitel que a vacinação é a única medida eficaz para conter o avanço das infecções. Até o momento, mais de 777,6 mil doses das vacinas MMR (tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola) e SR (sarampo e rubéola) foram aplicadas no país.

A imunização é gratuita e está disponível em mais de 3.600 unidades de saúde. Crianças de 1 a 9 anos recebem a vacina MMR, enquanto o público de 10 a 14 anos é imunizado com a vacina SR. “Uma criança vacinada protege sua escola, sua família e toda a comunidade”, destacou o vice-ministro de Promoção, Vigilância Epidemiológica e Medicina Tradicional, Max Enriquez.

Coqueluche: nova onda preocupa Santa Cruz

Além do sarampo, a coqueluche também tem causado preocupação. O diretor do Sedes de Santa Cruz, Jaime Bilbao, informou que o departamento já confirmou 162 casos da doença desde janeiro, em meio a mais de 700 notificações suspeitas.

Somente nas últimas quatro semanas, quatro crianças com menos de um ano de idade morreram em decorrência da coqueluche. Nenhuma havia sido vacinada.

Bilbao alertou para o início de uma nova onda de contágio, destacando que a primeira ocorreu entre janeiro e fevereiro. Ele orientou os pais a evitar que recém-nascidos entrem em contato com outras pessoas até que completem três meses de vida e recebam a primeira dose da vacina pentavalente, que protege contra a coqueluche, entre outras doenças.

As autoridades reforçam que a vacinação é essencial para conter a disseminação tanto do sarampo quanto da coqueluche e pedem que a população boliviana busque as unidades de saúde mais próximas.

Corumbá

Do lado brasileiro da fronteira, em Corumbá, a Secretaria de Saúde vem reforçando a importância da vacinação contra o sarampo. No último sábado (26), seis unidades com sala de vacina e um ponto drive-thru no Poliesportivo funcionaram das 08h às 13h e 280 pessoas foram imunizadas, somando 1.050 doses já aplicadas.

A vacinação continua nas unidades de saúde. O esquema completo é de duas doses para quem tem até 29 anos e uma dose para adultos entre 30 e 59 anos. No calendário infantil, ela é aplicada aos 12 e aos 15 meses de idade. Em caráter excepcional, o Ministério da Saúde recomendou a aplicação da chamada "dose zero" para bebês a partir dos seis meses, por causa do aumento do risco de complicações.

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