Rosana Nunes em 26 de Julho de 2025
Divulgação

Coleta foi feita em detentos condenados por crimes hediondos
Os perfis coletados serão inseridos no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), ferramenta que auxilia na elucidação de crimes ainda sem solução. A coleta foi feita em detentos condenados por crimes hediondos, como homicídio, estupro, feminicídio e roubo com violência.
De acordo com o coordenador-geral de Perícias da PCiMS, José de Anchieta Souza Silva, o uso da genética forense reforça o papel da ciência na responsabilização penal. “A inserção de dados genéticos transforma o trabalho pericial em uma ferramenta ainda mais efetiva. É um exemplo claro de como a tecnologia, aliada à atuação técnica e coordenada, pode acelerar respostas e ampliar o alcance das investigações em todo o país”, afirmou.
A operação contou com a participação de 18 servidores da PCiMS — 13 peritos criminais, dois peritos papiloscopistas e três agentes de polícia científica. A equipe do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), da Capital, foi reforçada por profissionais da Unidade Regional de Perícia e Identificação (URPI) de Corumbá. O trabalho contou ainda com o apoio de 14 policiais penais, que garantiram a segurança e o suporte logístico durante as coletas.
Segundo a diretora do IALF, perita criminal Josemirtes Fonseca Prado da Silva, a ampliação do banco de dados genéticos tem contribuído significativamente para a solução de crimes. “Essas informações, tratadas com rigor técnico e sigilo, permitem identificar autores, excluir inocentes e conectar casos em diferentes regiões do Brasil”, explicou.A coleta de DNA está prevista na Lei Federal nº 12.654/2012, que determina a obrigatoriedade da medida para condenados por crimes violentos ou hediondos. O cruzamento de perfis com vestígios encontrados em cenas de crimes tem proporcionado avanços relevantes nas investigações.
Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, a integração entre os órgãos é essencial. “Essa ação não apenas cumpre uma exigência legal, mas representa um avanço no combate à impunidade. A parceria fortalece o sistema prisional como parte do aparato da segurança pública”, destacou.
Mato Grosso do Sul integra a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e figura entre os estados com maior número proporcional de perfis cadastrados. A atuação contínua da PCiMS, em parceria com a Agepen, reforça o compromisso com a verdade, a justiça e a segurança da população.
Com informações da Secom/MS.
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