Leonardo Cabral em 10 de Julho de 2025
Reprodução/Jornal El Deber

Foram apreendidos ao menos 6 mil arquivos de pornografia infantil
A prisão ocorreu durante uma operação conduzida pelo Ministério Público boliviano, que encontrou na residência do suspeito diversos dispositivos eletrônicos e materiais comprometedores, como roupas íntimas infantis. Os conteúdos, segundo a promotoria, estavam armazenados em plataformas digitais, redes sociais e serviços de nuvem.
"Conseguimos identificar a participação plena e absoluta do indivíduo na prática de crimes de abuso e exploração sexual infantil, com mais de 6.000 arquivos apreendidos, tornando este o maior caso de pedofilia registrado no país", declarou o promotor departamental Alberto Zeballos.
Eduardo foi indiciado por abuso sexual e pornografia agravada. O Ministério Público solicitou sua prisão preventiva, alegando risco processual diante da gravidade das provas coletadas.
Suspeita de rede nacional
As investigações indicam que o acusado pode integrar uma rede mais ampla de exploração sexual infantil, com possíveis ramificações em outras regiões da Bolívia. A hipótese é reforçada pelos elementos encontrados e pelo modo de operação digital do suspeito.
Reprodução/Jornal El Deber

Homem foi indiciado por abuso sexual e pornografia agravada
A análise forense dos dispositivos apreendidos continua e pode levar à identificação de vítimas e outros envolvidos na rede. Novas prisões não estão descartadas.
Projeto de lei em debate
Diante da gravidade do caso, o procurador Zeballos fez um apelo à Assembleia Legislativa Plurinacional para aprovar, com urgência, o projeto de lei que trata da proteção da integridade sexual em ambientes digitais. A proposta, elaborada pela Procuradoria-Geral do Estado, visa tipificar os crimes de abuso sexual cometidos por meios digitais e fortalecer os mecanismos de prevenção e punição.
"Este caso demonstra a urgência de uma regulamentação moderna que proteja nossas crianças deste tipo de crime digital cada vez mais frequente e sofisticado", afirmou o promotor.
Enquanto o processo avança, o Ministério Público reafirmou o compromisso de seguir com a investigação para identificar todas as vítimas e responsabilizar eventuais cúmplices.
Com informações do jornal El Deber.
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