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Em 24h, MS registra alarmantes 3.034 novos casos de covid-19 e 58 mortes

Rosana Nunes com Campo Grande News em 09 de Junho de 2021

Reprodução

Dados do boletim do Estado divulgados hoje

O Estado atingiu hoje mais um índice alarmante de contaminados pela covid-19 nesta quarta-feira (09). São 3.034 casos confirmados, subindo para 307.349 as notificações positivas desde o início da pandemia.

Outro número alto é o de óbitos: 58 mortes entraram no boletim epidemiológico de hoje. A vítima mais jovem tinha 25 anos e faleceu em Ponta Porã, sem qualquer comorbidade. Agora, são 7.268 mortes no Estado.

Corumbá teve a confirmação de mais um óbito em consequência da doença. É o de homem, de 35 anos, hipertenso, que faleceu no dia 07 de junho. A cidade soma 399 vidas perdidas para a covid-19 e 14.012 casos confirmados da doença. Destes, 13.384 se recuperaram, 134 estão em isolamento domiciliar e 51 internados, sendo 24 na UTI Covid da Santa Casa de Corumbá, que tem taxa de ocupação de leitos de 93%, segundo o boletim estadual. Campo Grande tem 108%; Dourados, 96% e Três Lagoas, 95% de ocupação.

Dos 307.349 infectados em MS, 278.044 estão recuperados, 20.750 em isolamento domiciliar e 1.287 pessoas estão hospitalizadas: 743 em leitos clínicos e 544 em leitos de UTI.

Cenário de colapso

Reprodução/Live

Confiança de que o pior já passou está matando mais a cada dia, disse Geraldo Resende

Nesta manhã, o secretário de Saúde de MS, Geraldo Resende, lembrou dos "500 dias de luta" contra a doença. Depois de bom desempenho em relação ao restante do Brasil, agora o cenário é de colapso, reforçou. "Acredito que os governantes, todos eles, deveriam estar tomando decisões mais duras. A escolha é simples: entre enfrentar o mau-humor momentâneo daqueles que se sentem prejudicados ou chorar ao lado das famílias daqueles que morreram".

Segundo ele, a confiança de que o pior já passou está matando mais a cada dia. "Perdemos o equilíbrio, perdemos o bom senso, perdemos o medo de morrer. Não paramos de crescer, enquanto deveríamos estar diminuindo. São 53 mortes em média todos os dias. Não adianta mais gritar para aumentar leitos. Só para vocês terem ideia, a atual estrutura de saúde poderia atender uma população 10 vezes maiores que a de Mato Grosso do Sul".

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