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Com casos positivos em MS e na Bolívia, Saúde de Corumbá alerta para vacinação contra sarampo

Leonardo Cabral em 02 de Dezembro de 2020

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Cobertura vacinal em Corumbá está em 57% até agora

A vacinação contra o sarampo está abaixo do esperado, segundo o Núcleo de Imunização da Secretaria de Saúde de Corumbá, que vê na situação, um alerta sobre a imunização do público alvo. A cidade está localizada entre duas cidades – Campo Grande, em Mato Grosso do Sul e Santa Cruz de La Sierra, Bolívia – com casos já confirmados de sarampo. Na Bolívia, por exemplo, a doença voltou depois de 20 anos.

Em Corumbá, o último caso suspeito foi em 2019. Uma criança foi 
notificada, porém, após exames, o caso foi descartado, de acordo com a responsável pelo setor de imunização do município, Luciana Ambrósio.

“Logo após ser notificada fizemos o bloqueio vacinal, percorremos os arredores da residência da criança; fizemos a vacinação em todas as pessoas que poderiam tomar a vacina naquela época, que é o público acima de seis meses e menor de 60 anos. Realizamos o bloqueio daquelas pessoas que ainda não tinham sido vacinadas com a dose contra o sarampo. Nesse perímetro foram aplicadas 08 doses apenas. 
Lembro que nossa população, naquela época, era vacinada”, contou Luciana ao Diário Corumbaense.

E para manter a cidade sem casos positivos de sarampo, a Secretaria disponibiliza doses da vacina nas unidades de saúde. Todas estão vacinando. “O Núcleo de Imunização vem fazendo trabalho de prevenção, onde vacinamos inclusive, funcionários de atacadistas e supermercados da cidade”, mencionou Ambrósio.

Ela ainda ressalta que a única contraindicação é em caso de suspeita de gestação, que não pode receber a vacina. “Todas as unidades t
êm doses disponíveis, ela pode ser aplicada a partir de seis meses, dose zero até 59 anos. A nossa meta para criança está baixa”, alertou. Para o sarampo, até o momento, a cobertura vacinal está em 57%.

“Isso é baixo pelo o que é preconizado pela Organização Mundial da Saúde, quando a cobertura tem que chegar a 95% d
e vacinados. A baixa procura é devido a pandemia do novo coronavírus. Muitos pais m receio de levar os filhos até uma unidade de saúde, porém, é necessário que se atentem em manter os filhos protegidos. As doses são importantes, pois vão proteger a criança, desde o seu nascimento, de doenças que elas terão contato no decorrer do crescimento. Para causar o efeito protetor, 'blindando' o corpo da criança, todas precisam tomar as vacinas”, alertou Luciana.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação Compulsória do município de Corumbá (SINAN) revelam que o município pantaneiro não registra casos positivos de sarampo há quase 21 anos, ou seja, desde  2.000. Casos suspeitos foram notificados, porém descartados.


Campo Grande e Bolívia

Este ano, Mato Grosso do Sul registrou oito casos positivos de sarampo. Todos foram notificados em Campo Grande e tinham idades entre 20 e 53 anos. Dos casos, sete não saíram da cidade e um é importado, contraindo a doença em outro município, porém com residência em Campo Grande. A Secretaria de Saúde da Capital, realizou todas as medidas de vacinação seletiva e orientação de isolamento para os pacientes.

Desde 2015, o Brasil não apresentava casos de sarampo. Em 2016, o País recebeu certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela OMS, declarando a região das Américas livre de sarampo. Entretanto, a doença ressurgiu em 2018, em virtude da migração de venezuelanos no norte do País.

Já na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, depois de 20 anos sem nenhum caso de sarampo, a cidade registrou caso da doença no dia 23 de abril. Foi diagnosticada em uma mulher, de 29 anos, que estava grávida. Na época, a paciente foi isolada. Foram tomadas as precauções necessárias para evitar um possível surto na cidade.

Agora, após um menino ter contraído sarampo recentemente, foi feito o alerta da possibilidade de novos casos da doença em Santa Cruz. Os esforços do governo departamental são voltados para imunizar as pessoas, principalmente menores.

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