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Polícia investiga se morte de filho de PM reformado tem relação com outras execuções

Campo Grande News em 10 de Abril de 2019

Paulo Francis/CG News

Execução ocorreu por volta das 18h de ontem na Rua Antônio Vendas, no Jardim Bela Vista

A Polícia Civil vai investigar se o fuzil AK, que disparou os tiros que mataram o estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, 20 anos, na noite de ontem (09) no Jardim Besta Vista, em Campo Grande, foi o mesmo utilizado nas execuções do subtenente Ilson Martins de Figueiredo, 62 anos e Orlando da Silva Fernandes, 41 anos, mortos nos dias 11 de junho e 26 do outubro do ano passado, respectivamente. Matheus era filho do capitão reformado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto Teixeira Xavier.

Conforme o delegado Fábio Peró, do Garras (Delegacia Especializa de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestro), as cápsulas deflagradas nos três crimes são de calibre 7,62 x 39 mm. Agora, as cápsulas das execuções serão periciadas para saber se foram disparadas do mesmo fuzil. ''Vamos ver se os crimes foram praticados pela mesma arma ou se foi coincidência", disse.

Peró ressaltou que trata-se de um crime de pistolagem e ainda será investigado se a morte tem ligação com o passado do pai de Matheus, que foi preso em 2009 durante a Operação Las Vegas, que investigava crimes de jogatina, com exploração de caça-níqueis em Mato Grosso do Sul e ramificações na Bolívia.

''Não há dúvidas de que é crime de pistolagem por conta do armamento pesado que foi utilizado, além de não ter sido anunciado assalto e nada foi levado", explicou.

Imagens de câmeras de segurança da região foram recolhidas e estão sendo analisadas. Na casa da vítima há circuito de monitoramento, mas ele estava desligado há três dias. Ainda segundo o delegado, Paulo estava bastante abalado e não conseguiu dar nenhuma pista à polícia que pudesse levar aos suspeitos. O caso é investigado pela DEH (Delegacia de Homicídios).

O atentado

Paulo Francis/CG News

Matheus foi morto enquanto manobrava o carro do pai

Matheus foi atingido por 7 tiros de fuzil em frente à residência onde morava com a família, na Rua Antônio da Silva Vendas. Ele foi levado para a Santa Casa pelo pai, mas chegou morto ao hospital. Conforme apurado no local, Mateus retirava a camionete S-10 da garagem da residência, quando dois suspeitos em um veículo ainda não identificado chegaram. Um pistoleiro desceu atirando e o outro ficou no volante. A ação durou minutos e a dupla fugiu.

"A caminhonete era do pai, o filho estava somente retirando-a para poder tirar o seu veículo que estava estacionado a frente. Então, pode ser que tenha ocorrido um engano na execução”, explicou o delegado Peró.

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