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Em audiência pública, deputada Bia Cavassa defende maior participação feminina na política

Da Redação em 18 de Março de 2019

A deputada federal Bia Cavassa (PSDB) participou nesta segunda-feira, na Câmara Municipal de Campo Grande, da audiência pública “Cotas Partidárias e a Efetiva Participação das Mulheres na Política. Vamos empoderar?”. A audiência debateu a participação da mulher no cenário político do Mato Grosso do Sul, bem como no restante do território brasileiro. Em seu discurso no Plenário Oliva Enciso, a deputada enfatizou a necessidade da participação feminina para uma sociedade verdadeiramente justa e democrática. 

Divulgação

Deputada lembrou que primeira coisa que a mulher deve fazer é se filiar a um partido político

“É preciso que as mulheres acompanhem o cenário político de sua região, participem das discussões e defendam pautas específicas de interesse da sua comunidade, no executivo e no legislativo, em âmbito municipal (Prefeituras e Câmaras de Vereadores), estadual (Governo e Assembleia Legislativa) e federal (Presidência da República, Câmara dos Deputados e Senado)”.

Conforme a deputada, apesar de as mulheres serem a maioria da população, do eleitorado brasileiro e da força de trabalho na economia, elas representam apenas 10% dos deputados federais e 14% dos senadores. “Embora a legislação eleitoral atualmente determine que os partidos e coligações devam preencher o mínimo de 30% e máximo de 70% para 'candidaturas de cada sexo', isso ainda não garante a presença das mulheres nos parlamentos”, alertou.

A parlamentar também criticou as recentes propostas do Senado Federal que questionam a validade da cota para candidatas nas eleições e desejam suspender o fundo partidário reservado para mulheres. Bia Cavassa enfatizou a necessidade do cumprimento do repasse do financiamento para as campanhas das mulheres (mínimo de 30% do fundo partidário) e do repasse do 30% do fundo eleitoral para o financiamento das candidaturas femininas, bem como com o tempo de propaganda eleitoral de rádio e TV, para uma política isonômica.

“A PEC 134/2015 vem para suprir essa lacuna e garantir cadeiras para mulheres em todos os cargos eletivos, no percentual de 10% na primeira legislatura, 12% na segunda e 16% na terceira – ainda que a proposta não seja um modelo de paridade, é uma medida concreta para reduzir a sub-representação das mulheres na vida política”. Finalizando seu discurso, a deputada ressaltou a importância da participação política da mulher dentro dos próprios municípios e que a busca pela igualdade de gênero se baseia também na luta e no interesse individual de cada mulher. “Procure saber mais sobre os partidos políticos no seu Município e no seu Estado. Procure os setoriais de mulheres e coloque-se à disposição para as atividades. O primeiro passo para a maior participação da mulher na política é filiar-se a um partido. Exerça o seu direito de cidadã, seja a mudança que você quer ver acontecer”, finalizou. Com informações da assessoria de imprensa. 

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