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Mãe confessa que levou vodca para casa; menino e irmã vão para abrigo

Campo Grande News em 09 de Janeiro de 2019

A mãe do menino de 2 anos, socorrido desacordado por tomar bebida alcoólica e inalar fumaça de maconha, admitiu durante depoimento que deixou o filho com a irmã de 11 anos para ir beber com uma amiga. Depois, levou vodca para a casa e foi dormir deixando a criança na companhia de adolescentes que fumavam maconha.

O caso aconteceu na noite de domingo (06), no Jardim das Macaúbas, em Campo Grande. A princípio, ela havia contado que não estava em casa no momento em que o filho bebeu vodca com energético e que a filha teria dado a mistura ao irmão. O menino foi encontrado por vizinhos, já do lado de fora da casa, caído na calçada.

Segundo a delegada Anne Karine, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), ontem a mãe admitiu ter levado a bebida para casa. A mulher de 32 anos contou que bebia no bar com a amiga, quando encontrou um conhecido. Já bêbada, a mãe e os dois colegas compraram vodca e foram para a casa dela, onde continuaram bebendo. Depois de um tempo, os amigos foram embora e ela dormiu.

O bebê ficou na companhia da irmã de 11 anos e de mais três adolescentes, sem fazer qualquer refeição. “O menino passou o dia inteiro sem comer. Ele só se alimentou quando foi socorrido pelos vizinhos”, conta a delegada.

A mulher foi indiciada por maus-tratos (com aumento de pena por envolver menores de 14 anos) e abandono de incapaz. A amiga que estava com a mulher no bar tem 3 filhos e também abandonou as crianças em casa para beber e vai responder judicialmente por abandono.

“A menina de 11 anos bebeu com o consentimento da mãe. Foram os adolescentes que deram bebida alcoólica para a criança”, acrescenta a delegada. Por isso, os adolescentes também serão responsabilizados pela embriaguez do bebê.

Segundo a polícia, a mãe tem cinco filhos e já perdeu a guarda de um deles. Outros dois foram retirados dela e estão em um abrigo da cidade. Ontem, o menino e a menina de 11 anos, que ainda estavam sob a guarda da mãe, foram levados pelo Conselho Tutelar. Em conversa com assistente social, a filha admitiu que fuma maconha e comentou que foi rejeitada pelo pai e não tem qualquer contato com ele.

A mãe não trabalha e vive com benefício do Loas (Lei Orgânica da Assistência Social) do bebê, que tem paralisia cerebral. Por envolver crianças. O nome da mulher é preservado por imposição do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Na avaliação da delegada, as crianças devem ter o mesmo destino dos outros 3 filhos da mulher. "Ela não tem condições de ficar com as crianças", justifica.

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