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Obra milionária, Aquário do Pantanal agora tem pichação na cúpula metálica

Campo Grande News em 06 de Janeiro de 2019

Gabriel Marchese

Cobertura do Aquário do Pantanal foi alvo de pichação

Conhecido pelo gasto de até R$ 230 milhões e pela paralisia, o Aquário do Pantanal tem uma novidade: a cúpula metálica em forma de elipse tem uma pichação. Do alto, imagem captada por drone mostra um desenho com tinta branca e o número 18.

Até então, as pichações, sina de locais abandonados, já marcaram placas e tapumes. Nascido na gestão de André Puccinelli (MDB), o Aquário do Pantanal tem denúncias de irregularidades e está em obras há oito anos.

A saga da gigante elipse, que leva a assinatura do renomado arquiteto Ruy Ohtake, começou em fevereiro de 2011, quando a Egelte Engenharia venceu licitação para construir o Centro de Pesquisa e de Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, nome oficial do aquário, por R$ 84 milhões.

Em 2014, a construção foi repassada em subempreitada para a Proteco Construções. Na época, Puccinelli justificou que se tratava de um “mutirão cívico” para concluir o empreendimento. Contudo, gravações da operação Lama Asfáltica, realizada pela PF (Polícia Federal), apontam uma frenética negociação para que a obra trocasse de mãos e ganhasse aditivo de R$ 21 milhões.

Em 2016, o empreendimento voltou para a Egelte. Entretanto, apesar da reativação de contrato, a obra não caminhou de fato. Em 22 de novembro de 2017, o governo estadual confirmou o rompimento do contrato com a Egelte, alegando que a empresa não tinha condições de concluir a obra.

Segunda colocada na licitação, a Travassos e Azevedo havia cotado, em 2011, seus serviços em R$ 88 milhões. Chamada para assumir o serviço em novembro de 2017, ela recusou o contrato. Neste cenário, surgiu um grande acordo entre o atual governo, MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e TCE/MS (Tribunal de Contas do Estado).

Foi apresentada à Justiça a proposta de dispensar a licitação e concluir o Aquário do Pantanal por meio de contratação direta com duas empresas, ao custo de R$ 38,7 milhões. Apesar das tentativas de fazer a obra com dispensa de licitação, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que vai lançar o processo licitatório neste mês.

Comentários:

José Mendes: Kkkkkkkkkk Foi utilizado de alguma forma. Não gosto de pichação... Em locais em funcionamento. Mas em locais onde a "pichação" de verba pública foi mais feia que a obra, deveria ser jogado um balde de tinta.

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