PUBLICIDADE

Acusado de matar namorada e a filha diz que não se lembra do crime

Campo Grande News em 27 de Novembro de 2018

Preso na tarde de ontem (26) após tentar assaltar uma mulher de 68 anos para continuar fugindo, Marcos Fioravanti Neto, 22, afirmou não se lembrar de ter assassinado a namorada, Maiana Barbosa de Oliveira, 20, e a filha do casal, Dandara, de um mês de vida. As mortes ocorreram na noite de domingo (25), em uma casa na Rua Humaitá, no Jardim São Pedro, região sul de Dourados – cidade a 233 km de Campo Grande. Maiana e Dandara foram mortas a golpes de faca. Os corpos foram encontrados por volta de 11h de ontem.

Divulgação

Marcos Fioravanti Neto foi preso em Glória de Dourados após tentar assaltar mulher de 68 anos

De acordo com policiais de Glória de Dourados, cidade a 85 km de Dourados, onde Fioravanti Neto foi preso, ele contou que na manhã de segunda-feira furtou uma bicicleta no bairro João Paulo II em Dourados e chegou a Vicentina, a 50 km do local do crime.

Em Vicentina, o rapaz disse que furtou uma moto e chegou a Glória de Dourados. Por volta de 17h30, ele tentou assaltar a moradora, mas foi dominado por outras pessoas e entregue à polícia. Marcos queria dinheiro para abastecer a moto e continuar a fuga em direção ao Estado de São Paulo. Apesar de relatar todo o trajeto da fuga e dos crimes que cometeu até chegar a Glória de Dourados, Marcos afirma não se lembrar de ter matado a namorada e a filha recém-nascida.

Na tarde desta terça-feira, a titular da Delegacia de Defesa da Mulher, Paula Ribeiro, e o delegado do SIG (Serviço de Investigações Gerais) Rodolfo Daltro vão até Glória de Dourados, para ouvir o depoimento de Marcos Fioravanti Neto, membro de família tradicional e neto do primeiro tabelião de Dourados.

Ontem o Campo Grande News apurou que o rapaz tinha sido detido em julho deste ano quando perseguia capivaras com dois cachorros da raça Rotweiller, no Parque Ambiental Arnulpho Fioravante, perto do shopping da cidade.

Levado para a 2ª Delegacia de Polícia para elaboração do termo circunstanciado, o rapaz sacou uma porção de maconha do bolso e enrolou um cigarro com a droga, na frente dos policiais. Familiares afirmam que ele tem distúrbios mentais.

PUBLICIDADE