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Presos em MS “movimentavam” mais de 100 imagens com pornografia infantil

Campo Grande News em 22 de Novembro de 2018

Henrique Kawaminami/CG News

Delegada Marília de Brito, responsável pela operação

Os quatro presos durante a Operação Luz da Infância III - realizada na manhã desta quinta-feira (22) - movimentaram em seis meses mais de 100 imagens e vídeos envolvendo pornografia e sexo com crianças e adolescentes. Dois suspeitos são de Campo Grande, um de Jardim e o quarto de Iguatemi.

Segundo a delegada Marília de Brito Martins, da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), foram seis meses de investigação e análise de dados na deep web para localizar os cinco alvos da operação em Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na ação.

Durante esse tempo, os investigadores identificaram mais de 100 movimentações de mídias - imagens e vídeos - feitas pelos suspeitos na internet. Nesta manhã, computadores e celulares foram apreendidos com os presos, todos contendo material de pornografia infantil.

Em Campo Grande, as equipes realizaram buscas nos bairros Indubrasil, no Coophamat e no Jardim Tijuca. No último endereço, um militar do Exército de 20 anos teve o computador e o celular apreendido. Conforme a delegada, o rapaz era um dos suspeitos que movimentaram mais dados na deep web.

O advogado Sergio Coutinho Junior, responsável pela defesa do militar, afirmou que o cliente preferiu não prestar depoimento à polícia e que ainda vai analisar qual o próximo passo, mas ressaltou que o rapaz é réu primário e tem bons antecedentes. 

No Coophamat, um estudante de 35 anos foi preso durante buscas em sua residência. Um engenheiro também foi preso na Capital. A casa dele foi um dos alvos da operação na cidade de Jardim, mas ele acabou encontrado em um hotel em Campo Grande.

O homem é funcionário da Câmara Municipal de Jardim e veio a Capital para uma conferência de gestão pública, enquanto isso, deixou o computador em casa baixando imagens pornográficas de crianças e adolescentes, explicou a delegada Marília de Brito. O quarto suspeito, dono de uma loja de eletrônicos, de 35 anos, foi detido em flagrante em Iguatemi.

O quinto alvo da operação, um técnico de laboratório de 37 anos, chegou a ser levado para a delegacia, mas como não foram encontradas imagens com ele, foi liberado. Ainda assim, conforme a delegada, rastros do acesso à pornografia infantil foram detectadas pela investigação.

“As investigação começaram a seis meses. Fizemos rondas pela deep web para achar os alvos, que geralmente tem ligações. Ainda estamos fazendo buscas por todo o Estado”, reforçou Marília.

Todo o material apreendido será enviado ao IMOL (Instituto Médico e Odontológico Legal) para passar por perícia. Os presos ainda devem ir a audiência de custódia nesta sexta-feira.

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