Corumbá escolhe novos membros não-governamentais do Conselho de Cultura

Lívia Gaertner em 27 de Fevereiro de 2018

Numa das eleições com candidatos mais diversificados desde sua efetivação em outubro de 2011, o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Corumbá elegeu a nova composição não-governamental do órgão na noite desegunda-feira, 26 de fevereiro. A reunião aconteceu na Casa de Cultura Luiz de Albuquerque com a participação de representantes de vários segmentos da área cultural que tiveram direito ao voto escolhendo na cédula três dos doze candidatos inscritos no processo eleitoral.

Os seis nomes mais votados passaram a integrar a titularidade do Conselho, enquanto subsequentes foram direcionados à suplência. Pela primeira vez desde 2011, as vagas na diretoria foram preenchidas completamente e, mais, com pluralidade de segmentos.

“É uma satisfação muito grande a gente perceber a participação desses segmentos e agora percebemos que até então eles eram convidados e não fazendo parte do Conselho. Isso agora se efetivou, tonou-se real dentro do Conselho, onde juntos, eles perceberam que essa participação é a força para se conseguir mais, unindo alcança-se mais. É uma vitória muito grande”, disse o atual presidente do Conselho, José Antônio Garcia, o Tanabi, ao Diário Corumbaense.

Puderam concorrer a uma cadeira para o biênio 2018/2019, pessoas que comprovassem envolvimento com atividades culturais, entre elas, artistas, gestores e agentes culturais que atuam em movimentos diversos no município de Corumbá.

Pelo seu regimento interno, a cada biênio alterna o cargo de presidência entre membros governamentais e não-governamentais, sendo assim, a próxima (2018-2019) deverá ser exercida por um representante externo ao Governo. A eleição que determinará o nome do novo presidente será após a nomeação dos membros não-governamentais, bem como a definição do calendário de reuniões ordinárias.

“Para não se fechar apenas num setor e assim exercer a democracia, os direitos estão girando iguais e o objetivo é um: lutar e trabalhar pela nossa cultura. Não é por A ou por B, é pela Cultura e por isso essa alternância de presidência trazida dentro do próprio regimento”, comentou Tanabi.

A composição não-governamental do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Corumbá ficou a seguinte:

Titulares:

Bianca Machado - Teatro

Lívia Gaertner – Produção cultural

Tel Cosme Garcia - Cultura afro-brasileira

Marcelle Saboya Ravanelli – Literatura

Enio Ferreira Neto – Cultura de rua

Márcia Rolon – dança

Suplentes:

André Mastrorocco - Instituição de ensino e pesquisa

Sullyvan Lima - Música

Thayná Cambará - Instituição cultural não governamental

Luciene Lemos de Campos - Cultura e educação

José Maria Rodrigues - Festejos populares (Carnaval)

Rosildo Barcellos - Imprensa/mídias impressa

Foto: Diário Corumbaense

Conselheiros serão empossados para atuarem no biênio 2018/2019

O Conselho

O Conselho Municipal de Políticas Culturais de Corumbá é órgão colegiado, instituído pela Lei Municipal nº 2135 de 23 de dezembro de 2009, porém foi efetivamente instituído com a eleição de sua primeira diretoria executiva em outubro de 2011 sob a presidência de José Gilberto Rozisca. O atual presidente é José Antônio Garcia, o Tanabi.

Desde sua implantação, o Conselho Municipal de Cultura de Corumbá participou da elaboração do Plano Municipal de Cultura, bem como do Sistema Municipal do setor, além do FIC (Fundo de Investimento Cultural do Pantanal) de abrangência territorial em Corumbá.

É função do Conselho ainda dar assistência e densidade a todas as manifestações culturais, assegurando-lhes inteira liberdade; propor medidas que possibilitem a livre circulação de bens e serviços culturais. Compete também ao órgão, propor medidas adequadas de proteção e conservação de obras, monumentos e documentos de valor histórico e artístico, bem como de arquivos, museus, monumentos naturais e locais de beleza paisagística; estimular o intercâmbio cultural com países estrangeiros, com os Estado da Federação, bem como com os demais municípios sul-mato-grossenses; incentivar o aperfeiçoamento e a valorização dos profissionais da cultura; opinar sobre pedidos de incentivo fiscal a empresa que patrocinar manifestações culturais, na forma definida em Lei, e colaborar com a elaboração do regimento interno, que necessariamente será aprovado por decreto, e outras atribuições que lhe competir.

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