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19 de Janeiro de 2018
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Sob protesto de evangélicos, lei aprovada define santa padroeira de MS

Campo Grande News em 20 de Dezembro de 2017

Em uma sessão extraordinária, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto que institui Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como padroeira de Mato Grosso do Sul. A decisão desta quarta-feira (20) foi votada em meio a polêmicas e protestos da bancada evangélica.

O projeto, de autoria do deputado Paulo Siufi (PMDB), causou desconforto em parte dos deputados, principalmente os que compõem a bancada evangélica. Durante a sessão, o deputado Herculano Borges (SD), pediu uma análise da proposta e o adiamento da votação, o que foi rejeitado pela maioria dos deputados.

Em seu argumento, Borges afirmou que o assunto é delicado e apesar de respeitar o catolicismo e o próprio deputado Paulo Siufi, acreditava que um projeto que contempla apenas parte de uma população não deve ser constitucional. O deputado apontou ainda que as reclamações não se limitavam aos evangélicos, mas também a alguns católicos.

Assim como ele, o deputado Lidio Lopes (PEN) alegou ser contra. “Não existem conflitos, sou evangélico, e a toda minha família é católica, mas recebi ligações de católicos que são devotos de outros santos. Para mim um projeto não pode ser aprovado sem um levantamento dentro da própria região”.

Zé Teixeira (DEM), ao contrário dos companheiros, ressaltou que ter Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como padroeira do Estado não mudaria “o curso do rio”. “Não vai afetar em nada”. Ainda durante a sessão, Paulo Siufi lembrou que a decisão não interfere nos padroeiros já definidos pelo municípios, e também não resultará em um novo feriado.

“Esse acirramento é desnecessário. Tenho minha religião respeito as outras e tenho que defender o projeto. Ele não é inconstitucional, teve o parecer da Procuradoria e também da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça)”. O projeto foi aprovado com 21 votos a favor e um único contra, o que deputado Maurício Picarelli (PSDB).

Ações e Compartilhamento
Comentários:

José Mendes: Nunca vi um trem desses. Pelamor de Deus... Lutem pelo povo, contra a canalhice do governo.

Marcelo cardoso: Cadê o laicismo( o Estado não pode impor religião oficial)? Acabou o tempo da ignorância social. A influência religiosa na vida politica/social traduz uma completa ilegalidade e desvirtuamento da ética e moral.

Joao Emanuel: O Brasil jamais foi, é ou será laico. A própria Constituição Federal faz referência a Deus, a língua portuguesa há partes em respeito a Igreja Católica, tipo os pronomes de tratamento para os funcionários da mesma. Até irão retirar o direito das mulheres estupradas de abortarem por causa que é contra a religião Católica e da Evangélica. Então comentar que o Brasil é laico sinceramente é uma grande piada de mal gosto.

Marcelo cardoso: Senhor João Emanuel, sinto muito que vossa senhoria defenda sua tese de forma superficial. O Estado não interferir na influência religiosa sim é correto. Mas Deus que eu saiba não é católico, Ele é de todos , por todos e para todos.

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