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Corumbá, MS
16 de Julho de 2018
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Com quase 100 anos, Mestre Agripino é novamente premiado pelo MinC

Lívia Gaertner em 15 de Dezembro de 2017

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Mestre cururueiro se tornou referência quando se trata da cultura popular sul-mato-grossense

Próximo a completar um século de vida, o mestre cururueiro Agripino Soares Magalhães teve seu valor para a cultura brasileira mais uma vez reconhecido. O MinC – Ministério da Cultura concedeu a ele o título de Mestre da Cultura Popular, no contexto da 5ª edição do Prêmio Culturas Populares: Leandro Gomes de Barros,  cujo resultado foi anunciado no final do mês de novembro.

O cururueiro também venceu, em 2009, o Prêmio Culturas Populares, realizado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, que lhe certificou o título de Mestre do Saber.

Dessa vez, Agripino concorreu com quase 3 mil inscritos em todo o país, sendo que 2.171  foram habilitados e apenas 500 efetivamente premiados. O prêmio garantirá ao mestre cururueiro o valor de R$ 10 mil. Na região Centro-Oeste houve apenas 21 contemplados com a premiação.

A comissão de seleção do prêmio, formada por servidores públicos e membros da sociedade civil, elegeu iniciativas que retomam práticas populares em processo de esquecimento e difundem tais expressões para além dos limites de suas comunidades de origem. 

Seo Agripino, como é mais conhecido, é músico pantaneiro e construtor de viola de cocho, e se tornou referência quando se trata da cultura popular sul-mato-grossense. O cururueiro é uma das únicas pessoas vivas no Estado de Mato Grosso do Sul aptas a construir artesanalmente uma viola de cocho, feita a partir de um tronco de madeira inteiriço.

Aposentado como estivador, Agripino conta ter aprendido o ofício com o avô e feito mais de 300 violas, sempre seguindo os padrões e as superstições que regem a fabricação do instrumento, cujo modo de fazer é registrado como patrimônio cultural imaterial do Brasil.

No ano de 2008, Seo Agripino foi homenageado no 5º Festival América do Sul (FAS), por ser um colaborador nato à cultura corumbaense e pantaneira.

Veja o vídeo produzido pelo projeto "Hisória da Nossa Gente", em 2013, pelo site Diarionline contando a história de vida do mestre Agripino:

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