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13 de Dezembro de 2017
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Apesar de protesto, Assembleia Legislativa aprova reforma da previdência por 13 votos a 7

Campo Grande News em 28 de Novembro de 2017

Leonardo Rocha/CG News

Deputados estaduais em votação na Assembleia

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou por 13 a 7 votos, em segunda votação, a reforma da Previdência nesta terça-feira (28). A votação durou poucos minutos e aconteceu sob forte protesto dos sindicalistas, que lotaram o plenário da casa de leis.

Antes disso, os manifestantes invadiram o prédio. Um corredor de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar foi formado para impedir o avanço dos protestantes no plenário, onde ficam os deputados. Na primeira votação, os sindicalistas conseguiram invadir o plenário e até sentaram na cadeira dos deputados.

De acordo com o presidente da casa de leis, deputado Junior Mochi (PMDB), os parlamentares tinham de votar o projeto, que foi amplamente discutido com as categorias. "Não houve entendimento entre as partes, por isso o confronto hoje. A Assembleia não poderia se acovardar, tínhamos de vir ao plenário para votar". Agora, o projeto retorna para o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), para que seja sancionado.

Como fica

O projeto inicial previa que todos os 75 mil servidores pagassem 14% de contribuição a título da Previdência. Agora, somente trabalhadores que recebem acima do teto do INSS, que é de R$ 5.545, o que representa 25% dos servidores. Outros 75% vão continuar pagando 11%.

Outra mudança - apresentada por meio de emenda dos deputados na segunda-feira - obriga o governo a recompor o fundo previdenciário em 3%, utilizando parte dos recursos destinados aos poderes. Os 14% de contribuição começarão a ser pagos em maio de 2018 de forma integral. Antes, o governo propôs que o acréscimo fosse progressivo, com 1% a cada ano até chegar em 2020 com 14%.

O principal questionamento dos servidores contrários, no entanto, foi aprovado também. Os dois fundos de contribuição serão unificados. O problema, conforme disseram os manifestantes ao longo do mês, é que um dos fundos apresenta superávit de R$ 397 milhões e outro um déficit próximo a R$ 400 milhões. Um dos temores é que, unificando o fundo "bom" ao "ruim", seja criado um único fundo deficitário.

Votos

A medida foi aprovada por 13 votos favoráveis e 7 contrários. Dos 24 deputados estaduais, 20 votaram – o presidente da Assembleia, Junior Mochi, não vota e três parlamentares estavam ausentes.

Os deputados da bancada do PSDB, Beto Pereira, Mara Caseiro, Onevan de Matos, Rinaldo Modesto, Felipe Orro e Enelvo Feline, votaram a favor da proposta do Governo do Estado.

Também aprovaram a reforma Herculano Borges (SD), Paulo Corrêa (PR), George Takimoto (PDT), Zé Teixeira (DEM) e os parlamentares do PMDB, Antonieta Amorim, Eduardo Rocha, Márcio Fernandes e Renato Câmara.

Foram contra os deputados Coronel David (PSC), Paulo Siufi (PMDB), Lídio Lopes (PEN) e os quatro deputados do PT – Pedro Kemp, Cabo Almi, João Grandão e Amarildo Cruz. Estavam ausentes Felipe Orro (PSDB), Maurício Picarelli (PMDB) e Grazielle Machado (PR).

Marcos Ermínio/Campo Grande News

Manifestantes tentando entrar na Assembleia

Confusão

Momentos antes e a votação em si foram marcadas por muita confusão, que resultou em invasão dos manifestantes e uso de bomba de gás de efeito moral por parte do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

O vidro de uma das portas de entrada da Assembleia foi quebrado durante o protesto. Dentro do plenário, policiais fizeram corredor entre o plenário e a plateia de forma a impedir que os sindicalistas invadissem a área onde ficam os deputados.

 

Ações e Compartilhamento
Comentários:

José Mendes: "ventos do norte não movem moinhos". Os administradores descobririam que é mais fácil manobrar grupos. Pelo fato de terem menos voz, menos força. E quando estão protestando tem vários olhando e julgando. Sentados, com medo. Assim como, os ventos do norte perdem a força, não irão mover os moinhos. Não irão mudar nada nessa política. POVO covarde. Povo de cabresto. Povo que gosta de servir. De ser governado.

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