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Corumbá, MS
13 de Dezembro de 2017
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Casal morto dentro de casa não era visto há cerca de quinze dias

Ricardo Albertoni em 24 de Novembro de 2017

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Corpos foram retirados no final da manhã da casa e levados para o IML

Já foram levados para o Instituto Médico Legal de Corumbá os  corpos de Paulo Mariano Pinto, de 58 anos, e da mulher dele, Marilene Ledesma Ferreira, de 53 anos. O casal estava desaparecido há cerca de quinze dias. Familiares chegaram a registrar boletim de ocorrência e na manhã desta sexta-feira (24), desconfiados de que algo havia acontecido, eles foram até o imóvel, no Loteamento Pantanal, arrombaram a porta e encontraram na varanda, uma parte de terra remexida. 

"Viemos cedo, arrombei a porta e vi a casa toda revirada. Vimos que tinha um baldrame de tijolo com areia fina, por isso desconfiamos que poderiam concretar alguma coisa, então resolvemos cavar um local na varanda da casa e achamos umas placas de madeirite de guarda-roupa, tiramos as placas e na hora que eu coloquei a alavanca e levantei até o fundo saiu um edredom e senti um cheiro forte de “carniça” e percebemos que o edredom estava com sangue. Acionamos a PM e a Perícia", contou ao Diário Corumbaense, Carlos Alberto Júnior, cunhado de Paulo.

A Polícia Militar isolou a área e após a chegada da perícia houve a confirmação de que os corpos estavam enterrados no local. A suspeita é de que a filha de Marilene e o namorado dela tenham assassinado o casal, que vivia junto há pelo menos dez anos. Os dois teriam vendido pertences da casa e fugido. "Soubemos que eles penhoraram, sem intenção de retirar, geladeira, fogão, freezer e conseguiram arrecadar R$ 1,2 mil e viajaram", relatou Carlos ao lembrar que quando buscou informações do paradeiro de Paulo e Marilene, os namorados disseram que ambos tinham ido para a Bolívia fazer compras.

Reprodução/Facebook

Marilene e Paulo viviam juntos há cerca de 10 anos, segundo familiares

A reportagem deste Diário conversou com vizinhos que contaram que Paulo era tranquilo e vendia caldo de cana no centro da cidade, porém, Marilene tinha personalidade mais forte e algumas vezes “arrumava confusão” com a vizinhança. Sobre a filha dela, durante todos os dias, demonstrou frieza, agindo naturalmente no período em que os dois não eram vistos. Em relação ao namorado dela, os vizinhos disseram que ele é conhecido como Diego e que Marilene não aprovava o relacionamento deles. Ela já tinha expulsado o suspeito, mas ultimamente ele aparecia direto na casa. "Isso choca, porque a gente sempre via eles aí", disse uma moradora que preferiu não se identificar.

Há informação de que os pertences penhorados foram encontrados em uma residência no bairro Maria Leite. Ainda não há pistas do paradeiro dos suspeitos. A Polícia Civil investiga o caso.

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