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Corumbá, MS
19 de Novembro de 2017
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Monitor Parnaíba completa 80 anos como marco da construção naval do Brasil

Lívia Gaertner em 10 de Novembro de 2017

Marco da retomada da construção naval brasileira no século XX, o Monitor Parnaíba, embarcação que integra o conjunto da Flotilha de Mato Grosso, completou 80 anos de atuação em missão militar. A cerimônia de comemoração não podia ter ocorrido de outra maneira se não durante navegação pelo rio Paraguai, entre os municípios pantaneiros de Ladário e Corumbá, nesta sexta-feira, 10 de novembro.

Apesar das oito décadas em atuação das quais se relatam feitos históricos como a defesa do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, a embarcação veio passando por intervenções que modernizaram sua estrutura como bem lembrou o comandante do 6º Distrito Naval, em Ladário, contra-almirante Luiz Octávio Barros Coutinho.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Cerimônia aconteceu a bordo de embarcação que completou 8 décadas de existência

“Essa belonave foi construída no Brasil pelo nosso arsenal de Marinha no Rio de Janeiro há 80 anos, isso demonstra a capacidade da Marinha, capacidade que teve as tripulações anteriores e, hoje, temos esse espaço que chamamos de convoo onde podemos abrigar nossos helicópteros, pousar com ele aqui navegando dentro do rio, isso é demonstração de capacidade e termos condições de zelar pela nossa soberania”, ressaltou durante solenidade onde ele, assim como demais representantes militares e civis, foram homenageados com honrarias da “Ordem do Jaú”, nome de uma dos maiores peixes pantaneiros pelo qual o Monitor Parnaíba também é conhecido no meio militar.

Alma forte e jovem

O Capitão de Mar e Guerra reformado, Gilson Antônio Victorino da Silva, comandou o Monitor Parnaíba, entre os anos de 87 e 88. Residente, hoje, em Vitória, no estado do Espírito Santo, ele afirma que num comparativo com a memória de sua época de comando aos dias atuais, a embarcação foge ao destino do tempo.

“Quando se colocou o convés de voo se tornou outro navio, se modernizaram as comunicações e os armamentos, ele até rejuvenesceu. Esse navio hoje é mais jovem do que foi há 30 anos quando o comandei, ao contrário do que comumente acontece quando as coisas vão sendo passadas pelo tempo, o navio assumiu o estado da arte”, afirmou ao Diário Corumbaense.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

O Capitão de Mar e Guerra reformado, Gilson Antônio Victorino da Silva, avalia que Parnaíba rejuvenesceu

“Ele faz muito bem sua missão e melhor do que qualquer um, tanto que é muito respeitado no Pantanal com sua presença, sua 'silhueta'. Acredito que não há quem nascesse no Pantanal sem conhecer a silhueta do Parnaíba, isso é muito significativo”, disse ao falar da imagem simbólica que a embarcação infere aos habitantes de Corumbá e Ladário.

“A gente diz que os navios, na Marinha, têm alma e a desse é muito forte até pelo nome que remonta a corveta mais heroica na Batalha do Riachuelo, então essa alma impregna em todos nós e faz com que tenham muito carinho. É um navio que vai se superando”, comentou o capitão reformado sobre a vida longa do Parnaíba.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Comemoração dos oitenta anos do Parnaíba teve até bolo

Histórico

O Monitor Parnaíba teve sua quilha batida em onze de junho de 1936, pelo então Presidente da República Getúlio Dornelles Vargas, sendo batizado e incorporado à Armada em seis de novembro de 1937, na cerimônia em que teve como madrinha a Sra. Darcy Sarmanho Vargas, Primeira-Dama do País. Em nove de março de 1938, transferia sua subordinação à Flotilha de Mato Grosso.

Ao longo destes 80 anos, testemunhou inúmeros feitos e fatos relevantes da nossa história. Em abril de 1943, foi desincorporado da Flotilha de Mato Grosso, passando a integrar a Força Naval subordinada ao Comando Naval do Leste, com sede em Salvador (BA), para escoltar navios e patrulhar o porto. Durante a Segunda Guerra Mundial, realizou a escolta de seis comboios e a proteção de navios de guerra norte-americanos, além de operações anti-submarino, com o lançamento de bombas de profundidade.

Foi desligado do Comando Naval do Leste em vinte de dezembro de 1944, no porto de Vitória, passando a ficar subordinado diretamente ao Estado-Maior da Armada. Em 25 de maio de 1945, após 3.570 milhas navegadas e 24 dias de mar em operações de guerra, foi reincorporado à Flotilha de Mato Grosso, sediada em Ladário (MS).

Em janeiro de 1998, iniciou-se um Período de Modernização, que duraria cerca de um ano e meio. Quando completou 62 anos de incorporação, em seis de novembro de 1999, deu-se inicio ao seu novo ciclo de vida, pois, modernizado, passou a dispor de maior mobilidade, flexibilidade, autonomia e eficácia, graças à modificação de suas plantas propulsora, de governo e de geração de energia, à modernização de seus sensores e equipamentos de comunicações, à substituição dos antigos canhões de 40/60 pelos canhões Bofors 40/70, provenientes da Fragata Liberal, e também à instalação de um convés de voo, proporcionando-lhe o título de navio de 3º classe com o maior poder de fogo e o único a transportar aeronave orgânica na área do Pantanal.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Monitor Parnaíba se modernizou e é um dos mais bem equipados da região pantaneira

Ações e Compartilhamento
Comentários:

José Gonçalves da costa : O Monitor Parnaíba, o navio sempre foi elegante atracado ou navegando. Silencioso, quando navegando, cumprindo as missões que era designado bastava dizer que sempre foi o capitania da Flotilha. A Coraça(costado) no meio navio, onde estão localizado a praça de maquina, se não estou enganado tinha aproximadamente uma polegada, é aparte mas protegida do Monitor Parnaíba. Eu foi do navio na época, Navio Tanque Potengi O Mastrondonte do Pantanal,que amamentava com óleo banque ai vinha faxina na madrugadas...

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