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Corumbá, MS
23 de Outubro de 2017
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Alunos do Sesi Corumbá desenvolveram bengala eletrônica para deficientes visuais

Lívia Gaertner em 29 de Setembro de 2017

Os alunos da Escola do Sesi de Corumbá que desenvolveram uma bengala eletrônica para pessoas com deficiência visual, batizada de “Olho de Agamotto, fizeram uma demonstração da invenção, na última quarta-feira (27/09), no campus do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) na cidade, durante o lançamento do Projeto Roboticamente. Com exposição de vídeos e de um protótipo, os estudantes explicaram ao público o desenvolvimento do equipamento, utilizando os kits da Lego Education.

O “Olho de Agamotto” foi elaborado pensando em proporcionar um ambiente mais inclusivo para os deficientes visuais e funciona como uma espécie de bengala eletrônica dotada de sensores programados para apitar no momento em que a pessoa que o utiliza se aproxima de qualquer tipo de barreira. A participação dos alunos no Projeto Roboticamente é graça a um convite enviado pela Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Educação.

Divulgação

Alunos fizeram demonstração de bengala eletrônica durante evento

Segundo a diretora da Escola do Sesi de Corumbá, Mirian de Jesus, o Projeto Roboticamente contribui para fomentar ainda mais a iniciação científica, o espírito empreendedor, a educação tecnológica e o ensino da robótica. “Os alunos foram ao Instituto Federal para divulgar o Olho de Agamotto, projeto aprovado pelo departamento regional do Sesi e que já está em fase de aprimoramento”, reforçou.

Os professores articuladores Carlos Roberto Leão e Marcelly Rodrigues Tavares ajudaram com a demonstração, fazendo a exposição do protótipo e explicando como o projeto foi desenvolvido. “É uma satisfação apresentar o nosso projeto para autoridades e comunidade externa. Receber elogios e reconhecimento de todos nos incentiva a estudar mais sobre a robótica”, disse o estudante Yuri Ramos. 

“Participar de eventos públicos como esse, apresentando nossas pesquisas e produções nos fazem sentir valorizados e estimulados a buscar novos conhecimentos. A nossa escola tem o diferencial em tecnologias, ensino da robótica e, principalmente, professores que nos orientam e acreditam no nosso potencial”, reforçou a estudante Maria Fernanda da Silva.

O projeto

Para um deficiente visual, caminhar por espaços públicos pode ser algo inimaginável. Em um exercício de equilíbrio e concentração, seguem guiados pelo piso tátil, que os leva, na teoria, a desviar de obstáculos, e atravessam as ruas, orientados por equipamentos sonoros instalados nos semáforos. Mas, e quando a acessibilidade acaba?

Foi pensando em proporcionar um ambiente mais inclusivo para os deficientes visuais que cinco alunos da Escola do Sesi de Corumbá desenvolveram um sistema batizado de “Olho de Agamotto”, uma espécie de bengala eletrônica dotada de sensores programados para apitar no momento em que a pessoa que o utiliza se aproxima de qualquer tipo de barreira. 

Usando conceitos das aulas de robótica, disciplina que integra a grade curricular das escolas do Sesi, os alunos usaram o modelo Lego “EV3” para construir o “Olho de Agamotto”. O nome do dispositivo foi baseado no amuleto que o personagem das HQs (Histórias em Quadrinhos) do Grupo Marvel, “Dr. Estranho”, carrega no pescoço e é inspirado no mundo real em “O Olho que Tudo Vê”, de Buda, nome dado a Siddhartha Gautama, líder religioso que viveu na Índia e fundou o “budismo”. 

Na ficção, o “Olho de Agamotto” permite a quem o carrega percorrer distâncias e dissipar disfarces e ilusões, enquanto no caso do protótipo desenvolvido pelos alunos do Sesi ele conta com um sistema de GPS integrado e sensores programados para indicar os comandos sonoros que serão transmitidos para o deficiente visual. 

“Não é necessário um pacote de internet móvel para a programação funcionar. São satélites de GPS que oferecem para o receptor do Olho de Agamotto a sua posição e destino final”, explicou Adilson Corrêa Júnior, da 3ª série do Ensino Médio, um dos alunos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto.

“Nossa intenção é levar bem-estar para o deficiente visual. Estas pessoas deixarão de ficar totalmente dependentes das sinalizações públicas, já que em muitos lugares elas simplesmente não existem, e poderão ter mais autonomia”, disse Maria Fernanda da Silva.

Outra vantagem, acrescenta a estudante Naiara Firmino Rodrigues é a correção postural do deficiente visual. “O deficiente anda a maior parte do tempo agachado por causa da bengala, então alguns problemas se postura são corrigidos. Com o Olho de Agamotto, as pessoas com deficiência visual passam ter uma locomoção mais segura e com melhor tempo de deslocamento”, afirmou.

A estudante Kianny Climaco Guerreiro conta que o projeto surgiu após o grupo verificar as privações vivenciadas pelas pessoas que não enxergam. “São pessoas privadas de muitas experiências por não serem capazes de ver. Então decidimos ajudar”, finalizou, destacando que o projeto foi idealizado pelo aluno Allison Barbosa, sob orientação dos professores Carlos Roberto Leão Campos e Marcelly Tavares.

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