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Corumbá, MS
18 de Janeiro de 2018
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Em Corumbá, policiais militares desistem de aquartelamento e trabalham normalmente

Rosana Nunes e Ricardo Albertoni em 01 de Setembro de 2017

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Trabalho no quartel da PM em Corumbá ocorre sem alteração

A sexta-feira, 1º de setembro, é normal no quartel do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá. Estava previsto para hoje o aquartelamento de policiais militares como parte da mobilização que reivindica reajuste salarial. Como a categoria é proibida de fazer greve, na última terça-feira (29), a regional Corumbá da Associação de Cabos e Soldados havia decidido em assembleia, que iria acompanhar o protesto desta sexta em algumas cidades do Estado. 

No entanto, logo pela manhã, houve nova assembleia e os policiais militares decidiram não realizar o aquartelamento. "Num consenso geral achamos por bem não fazer esse movimento porque a população não tem culpa do descaso do governo com a categoria. Mas a assembleia está em aberto, e estamos esperando decisão de Campo Grande sobre outras formas de mobilização", explicou ao Diário Corumbaense,  Adamor Abreu,  diretor regional da ACS.

A Associação de Cabos e Soldados informou que  o Governo do Estado ofereceu à categoria 5,49% de reajuste médio, mas a reivindicação, que já chegou a 12%, é que o percentual seja pelo menos igualado ao acordado com a Polícia Civil, que foi de 7%.

Ricardo Albertoni/Diário Corumbaense

Diretor sindical aguarda orientação de Campo Grande sobre outros meios de mobilização

A categoria alega que as perdas salariais chegam a 27% nos últimos anos. “Estamos há 90 dias fazendo a boa vizinhança com o Governo, negociando, e ele não se preocupou com a categoria. Sabemos das dificuldades enfrentadas pelo Governo, no geral, mas estamos pedindo o mínimo. Nós somos a terceira melhor Polícia do Brasil, que mais trabalha, que mais prende, e ele não está valorizando isso. Não querendo desmerecer nossa coirmã Polícia Civil, mas está acontecendo discriminação", afirmou.

Ainda de acordo com o representante sindical, não se trata apenas do reajuste salarial, mas também o aumento do efetivo da corporação. "Quando entrei na Polícia Militar, ainda era Companhia que contava com 176 policiais. Hoje, é um Batalhão, com efetivo reduzido de 138 pm's e temos que garantir segurança à população de Corumbá, Ladário e toda a região de fronteira", destacou.

Ao site Campo Grande News, o titular da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), José Carlos Barbosa, informou que o governo monitora o movimento no Estado e mantém diálogo aberto. “Estamos acompanhando e espero que tenham bom senso”, afirmou o secretário nesta sexta-feira.

 

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